Petrobras investe apenas 40% dos US$ 3 bi previstos para térmicas

Com o pé no freio dos investimentos por conta das indefinições regulatórias no setor elétrico e da sobra de energia no mercado, a Petrobras utiliza apenas 40% dos US$ 3 bilhões inicialmente previstos para projetos de usinas termelétricas, de acordo o gerente-executivo da companhia, Geraldo Vieira Baltar. Ele acrescentou que antes a expectativa era colocar em funcionamento projetos com uma potência instalada máxima de até 8 mil megawatts (MW) incluindo-se as usinas merchant, que já estão prontas, mas a Petrobras está tocando projetos com um total de 4,7 mil MW. "Estamos tocando as fases iniciais de projetos que já estavam anteriormente em andamento, e outra parte vem sendo postergada", disse Baltar. Isso significa que 14 usinas de um total de 17 (incluindo três merchants, projetadas para vender energia para o Mercado Atacadista de Energia Elétrica), receberam recursos. Baltar acrescentou que a empresa ainda não chegou a uma conclusão sobre o destino da termelétrica de Cubatão, com investimentos previstos de US$ 650 milhões e uma potência prevista de 440 MW. No início de setembro, o diretor de Gás e Energia da estatal, Antônio Luiz de Menezes, admitiu a possibilidade de a Petrobras desistir do projeto, que seria tocado em parceria com a japonesa Marubeni.CronogramaNo cronograma de obras da companhia está a primeira fase de testes da Termobahia, térmica de 450 MW construída em parceria com a ABB. Duas turbinas da Termorio, com 1.036 MW previstos, deverão operar em ciclo aberto a partir de dezembro, segundo Baltar. Ibirité, com 690 MW, tocada em parceria com a Fiat, está com uma máquina operando em ciclo aberto, que deverá ter o ciclo fechado em julho de 2003, ampliando a potência da unidade. A Fafen, de 54 MW, feita em parceria com a EDP, já tem uma máquina funcionando. A Nortefluminense, com 778 MW previstos, em parceria com Light, deverá iniciar operação em maio de 2003. A usina de Três Lagoas, de 240 MW, pertencente à Petrobras, entrará este mês na fase de testes finais das máquinas. Canoas, de 500 MW previstos, já tem máquinas em testes. Termoaçu, de 325 MW, em parceria com a Guaraniana, somente deverá iniciar operação em dezembro de 2003. A empresa inaugurou este ano Nova Piratininga, em parceria com a Emae, de 600 MW, e Araucária, em parceria com a El Paso e com a Copel, de 480 MW.Leia mais sobre o setor de Energia no AE Setorial, o serviço da Agência Estado voltado para o segmento empresarial.

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