Petrobras investirá R$ 8,26 bi em 2012 na modernização de parque de refino

Estatal acrescenta que ampliará fornecimento de diesel com baixo teor de enxofre para todos os Estados

Agência Estado,

21 de dezembro de 2011 | 21h43

A Petrobras investirá R$ 8,26 bilhões em 2012 na modernização do parque de refino, conforme nota divulgada pela Gerência de Imprensa da estatal. Segundo o comunicado, é previsto crescimento de 56% na capacidade de hidrotratamento e 18% na conversão de resíduos. Os investimentos preveem a melhoria da qualidade de combustíveis e aumento de margem de lucro.

De acordo com a nota, com o objetivo de garantir o compromisso de atendimento ao crescente mercado nacional de derivados, as obras das novas refinarias terão grandes avanços em 2012, com previsão de partida de diversas unidades auxiliares da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, conclusão das obras civis e estradas de acesso, aceleração das atividades de construção e montagem e início da implantação da logística externa da primeira refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), conclusão da terraplenagem da Refinaria Premium I, no Maranhão, e recebimento, cercamento do terreno e início da terraplenagem da Refinaria Premium II, no Ceará.

"Em 2011, 18 novas unidades entraram em operação nas refinarias, visando à melhoria operacional, adequação ambiental das unidades, eficiência energética e flexibilização da produção de derivados", diz a nota.

Ainda segundo o comunicado, a partir de janeiro de 2012, a Petrobras ampliará o fornecimento do diesel S-50, com baixo teor de enxofre, para todos os Estados brasileiros. "O uso do diesel S-50 nos novos motores resultará na redução de, no mínimo, 80% da emissão de material particulado. Para a redução do teor de enxofre do diesel, novas unidades de hidrotratamento entrarão em operação nos próximos meses nas refinarias de Capuava (Recap), em São Paulo, Landulpho Alves (Rlam), na Bahia e Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná", diz o comunicado. "Novas unidades destinadas a melhorar a qualidade de gasolina entram em operação nas refinarias de Capuava (Recap), Presidente Getúlio Vargas (Replan), em Paulínia e Henrique Lage (Revap), todas em São Paulo. Também serão realizadas obras para movimentação e segregação do diesel S-10, que estará disponível ao mercado em 2013."

A Gerência de Imprensa informa ainda que a Petrobras atenderá plenamente o aumento da demanda de querosene de aviação decorrente da expectativa de maior oferta de voos domésticos e internacionais; da mesma forma, as vendas de asfalto crescerão para fazer frente aos investimentos de infraestrutura da malha rodoviária. "Existem perspectivas para o crescimento das vendas de bunker (óleo combustível para navios) nos portos brasileiros com destaque para a retomada das vendas no porto de São Luís", acrescenta.

Na área de logística, o primeiro navio do programa EBN, que prevê a construção de navios no Brasil por Empresas Brasileiras de Navegação e a disponibilização dos mesmos para a Petrobras em afretamentos de longo prazo, será entregue em 2012. Terão início ainda a construção de outros navios dentre os 39 já contratados.

Na Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), será concluído o lançamento de duto submarino da refinaria até um quadro de boias, sistema que suportará a entrega e expedição de derivados por via marítima.

Ainda no início de 2012, começa a produção nacional de PTA (ácido tereftálico purificado) com a partida da primeira unidade do Complexo PetroquímicaSuape, em Pernambuco. O PTA é a base da cadeia de poliéster, o termoplástico que apresenta as maiores projeções de crescimento no mundo. No segundo semestre, é a vez da unidade de PET, que com uma produção de 450 mil toneladas por ano, será capaz de dobrar a oferta interna desta resina.

Além disso, para o ano que vem estão previstas a conclusão da construção e entrada em operação de dois terminais de GLP (gás de cozinha) e C5+ (combustível natural utilizado pela indústria petroquímica) em Barra do Riacho (ES) e nas Ilhas Redonda e Comprida (RJ). "Estes novos terminais permitirão o aumento da capacidade de escoamento de líquidos de gás natural, oriundos da crescente produção da Petrobras", conclui a nota. (Equipe AE)

 

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