Petrobras investirá US$ 300 milhões na Argentina

Alvo de críticas do governo de Néstor Kirchner por suposta falta de investimento, a Petrobras Energia investirá US$ 260 milhões em produção e US$ 40 milhões em exploração nesse ano, afirmou o CEO da companhia na Argentina, Alberto Guimarães. Em entrevista concedida ao jornal La Nación, Guimarães defende-se das acusações do ministro de Planejamento, Julio De Vido, que nas últimas semanas vem atacando sistematicamente a lista de "grandes empresas que não investem no país"."Viemos aumentando o investimento. Mas não se pode tomar uma produção pontual, um dia, um mês, isso é um erro. Estamos mantendo a produção de campos maduros e para isso é preciso aumentar muito o investimento", afirmou Guimarães. Em sua argumentação, o executivo admitiu que ao comprar a Pecom, a Petrobras comprou campos ruins. "Não pode esquecer a história da Pecom, a empresa que nós compramos. Pecom se constituiu comprando os ativos mais maduros da YPF. Era evidente que YPF não ia desprender-se de coisas boas", destacou.DesafioSegundo ele, "o desafio de Petrobras, que começou em 2003, é maior que o de qualquer petrolífera que tenha ativos de recuperação primária". Para tanto, Guimarães confirmou informação já publicada pela AE, há dois meses, de que a companhia vai "investir US$ 2,25 bilhões em exploração e produção: US$ 1 bi em desenvolvimento, para manter a produção em ativos maduros, U$S 450 milhões em exploração e US$ 800 milhões em gastos operacionais".O executivo também projetou que "em 2007, nossa produção começará a crescer". E repassou os números: "em 2003, investimos US$ 140 milhões em desenvolvimento; em 2004, US$ 180 milhões; em 2005, US$ 210 milhões e, este ano, destinaremos US$ 260 milhões, só em desenvolvimento de campos existentes. E em exploração se investiu US$ 3 milhões em 2003; US$ 35 milhões em 2005, e serão US$ 40 milhões este ano, que poderão mais que duplicar, segundo os descobrimentos".Com as cifras na ponta do lápis, Guimarães rebate o fato do ministro de incluído na lista das petrolíferas que não investem. Ele diz que os números "desmentem" essa versão por ser uma companhia grande, "é possível que muitas vezes a menção de nossa empresa seja mais uma generalização".

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