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Petrobras irá exportar óleo combustível para o Chipre

A Petrobras venceu concorrência internacional para exportar óleo combustível que abastecerá uma termelétrica no Chipre. A informação foi dada nesta segunda-feira pelo diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, minutos antes da abertura da Rio Oil & Gas Expo and Conference, que acontece até a próxima quinta-feira no Rio.Segundo ele, o contrato prevê o fornecimento de 550 mil toneladas de óleo combustível com apenas 1% de enxofre. O executivo lembrou que, apesar de a estatal já exportar o produto, é a primeira vez que vence uma concorrência deste porte para atendimento de uma termelétrica na Europa. Ele, no entanto, não revelou o valor da transação.O diretor comentou que a prioridade da companhia é investir no refino no Brasil - segmento para o qual devem ser destinados US$ 13 bilhões até 2010 -, tanto no melhor aproveitamento das unidades já instaladas como na construção de duas novas refinarias.Segundo ele, entretanto, priorizar os investimentos em território nacional não significa deixar de investir no exterior. "A Petrobras estuda a possibilidade de investir em novas unidades fora do Brasil e está avaliando oportunidades nos Estados Unidos - onde já possui uma refinaria, na Ásia e na Europa", afirmou. Costa informou ainda que, ao contrário de notícias que têm sido veiculadas, o estudo de aquisição de uma refinaria na Ásia está em aberto e a estatal avalia unidades não somente no Japão, mas também na China e na Indonésia. ÁlcoolCosta afirmou também que a estatal deve concluir em breve negociações sobre um contrato de longo prazo para exportação de álcool para a Venezuela. Segundo ele, a terceira carga transacionada no mercado spot, de 20 milhões de litros, será embarcada na próxima semana. Este ano, já foram enviados para a Venezuela outras duas cargas de 40 milhões de litros, mesmo volume exportado em 2005.Apesar do pouco tempo que resta até o final de 2006, o executivo afirmou que a Petrobras pretende encerrar o ano com exportações totais de 250 milhões de litros de álcool, sendo 200 milhões para a Venezuela e o restante para a Nigéria.Ele negou que haja acordo já firmado com usinas do interior de São Paulo para a aquisição, nos próximos anos, de um volume fechado a ser exportado. "É preciso que tenhamos primeiro o comprador lá fora para depois negociarmos esse volume. Por isso estamos nos empenhando em negociar estes contratos de exportação", disse.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 11h25

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