Petrobrás já deixou seis países em 12 meses

Programa de desinvestimentos lançado em outubro do ano passado reduziu a atuação internacional da companhia de 23 para 17 países

IRANY TEREZA , SABRINA VALLE / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2013 | 02h12

Nos últimos 12 meses, a Petrobrás já saiu de seis países. Somente no segundo trimestre deste ano, a companhia concluiu a venda de cinco ativos no exterior, dentro do programa de desinvestimentos lançado em outubro do ano passado. O resultado é que a atuação internacional da petroleira, que se estendia por 23 países, foi reduzida para 17.

Em carta que acompanhou ontem o relatório dos resultados operacionais e financeiros da companhia, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, não chegou a detalhar todos os projetos negociados, mas reafirmou o foco no pré-sal brasileiro e na maior eficiência na gestão de ativos internacionais. "Encerramos 15 empresas e outras 38 estão programadas para serem encerradas até dezembro de 2015", informou.

A estratégia da Petrobrás é diminuir as operações externas e concentrar esforços na exploração e produção nas áreas do pré-sal. Graça declarou que as vendas, além de reforçar o caixa da empresa, produziram um efeito financeiro paralelo de redução da necessidade de investimentos.

Os ativos vendidos pela companhia, informou a executiva, demandariam investimentos de US$ 5,2 bilhões no período 2013-2017. Graça destacou, nas transações firmadas no trimestre, a venda de metade dos ativos da Petrobrás Oil & Gas B.V. na África, que injetou US$ 1,5 bilhão na estatal.

"As ações de desinvestimento realizadas no segundo trimestre de 2013 contribuíram não apenas com geração de caixa para nossos projetos prioritários de produção de petróleo no Brasil, mas também nos trouxeram o benefício em Capex (despesas de capital)."

Pré-sal. O sucesso das perfurações feitas até agora no pré-sal foi destaque no relatório da companhia. Das nove descobertas da Petrobrás no primeiro semestre, cinco foram em áreas do pré-sal, que obteve índice de sucesso de 100%. O resultado elevou a média nacional da taxa de sucesso para 70% nos trabalhos exploratórios.

A empresa contabilizou no segundo trimestre despesas de R$ 1,2 bilhão com perfuração de poços que se revelaram secos, mas nenhum deles no pré-sal, como fez questão de frisar Graça Foster. O resultado, afirmou, reflete a política adotada desde o ano passado, "que privilegia as locações de menor risco e destina mais recursos para as atividades de desenvolvimento da produção".

O tom utilizado por Graça na avaliação dos resultados da empresa foi bastante otimista. "Já superamos inúmeros dos desafios previstos para este ano de 2013 e estamos convictos de que atingiremos nossas metas e objetivos traçados no plano de negócios 2013-2017", declarou.

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