Isac Nóbrega/PR
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro sobre demissão de Silva e Luna da Petrobras: a gente precisava de alguém mais profissional

Presidente também reconheceu o impacto do preço dos combustíveis para sua popularidade em ano eleitoral

Eduardo Gayer, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2022 | 13h08

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a demissão do general Joaquim Silva e Luna da Petrobras em meio à crise dos combustíveis se deu para indicar alguém “mais profissional” para a estatal.

“Um dos motivos principais é alguém mais profissional lá dentro, para poder dar transparência”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao Podcast Irmãos Dias. “A Petrobras não usa seu marketing, ela não fala. O que eu falei aqui, era para a Petrobras estar falando. Agora, fica no meu colo. Tudo cai no meu colo. Eu não apito nada e cai no meu colo. Obviamente, é um ponto de desgaste enorme para mim”, acrescentou, reconhecendo, assim, o impacto do preço dos combustíveis para sua popularidade em ano eleitoral.

Irritado com o megarreajuste dos combustíveis anunciado pela Petrobras para cumprir a lei da paridade internacional no momento em que o barril de petróleo estava em alta no exterior, Bolsonaro decidiu tirar Silva e Luna - que havia sido indicado por ele mesmo - da chefia da empresa no último dia 28.

Para o posto, o governo indicou o economista Adriano Pires, que depois declinou do convite por conflitos de interesse identificados pela própria Petrobras. Agora, a indicação do Executivo é José Mauro Ferreira Coelho. Ele deverá ser chancelado pela Assembleia Geral Ordinária da Petrobras no próximo dia 13.

Ao Estadão, Silva e Luna disse que "é mais fácil encontrar culpa do que solução" sobre os preços dos combustíveis e desejou "sorte" ao sucessor.

Ao longo da entrevista, Bolsonaro também voltou a criticar o ICMS cobrado pelos governadores sobre combustíveis, a atacar a paridade de preços da Petrobras com o mercado internacional e a jogar no colo da corrupção nos governos petistas a incapacidade do Brasil de refinar seu próprio petróleo, o que obriga o País a importar gasolina e diesel do exterior.

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