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Petrobras lança campanha para melhorar sua imagem na Bolívia

A proximidade com o fim do prazo para negociações com o governo boliviano levou a Petrobras a lançar uma ofensiva para melhorar sua imagem junto à população local. Filmes na televisão e informe publicitário em jornais impressos vêm destacando os impactos de suas operações na economia durante os últimos anos. Apesar do cancelamento da reunião entre os ministros de energia do Brasil e Bolívia, que era prevista para segunda-feira, dia 9, as duas partes afirmam que as negociações estão próximas de um desfecho.Na peça publicitária para jornais, que tem o formato de matérias jornalísticas, a Petrobras afirma que suas atividades na Bolívia geraram um movimento de US$ 2,3 bilhões nos últimos dois anos. A conta considera investimentos, pagamento de impostos e salários e projetos sociais. O material frisa que a companhia contrata quase 1,5 mil fornecedores bolivianos e que vinha investindo no aumento da capacidade da produção de óleo diesel, combustível em que a Bolívia apresenta grandes déficits de abastecimento. "A cada ano, a Petrobras injeta uma média de US$ 100 milhões na economia boliviana através da compra de materiais e da contratação de serviços e fornecedores nacionais com sede em diferentes cidades", diz o texto. A assessoria de imprensa da Petrobras Bolívia não soube confirmar, na manhã deste sábado, o valor da campanha, mas confirmou que o objetivo é levar à população maiores informações sobre as operações da companhia.As multinacionais que operam na Bolívia e, em maior escala, a Petrobras, vêm enfrentando sérios arranhões em sua imagem desde o início do governo Evo Morales, cujos representantes insistem em frisar que as empresas operam como "patrões" do povo boliviano. Nos tempos do ex-ministro dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, era comum a associação de palavras mais fortes, como "contrabandistas" ou "exploradores", às companhias.A saída de Soliz, por sinal, acelerou as conversas entre empresas e governo, afirmam observadores próximos. O novo titular, Carlos Villegas, vem confirmando a fama de bom negociador, pouco afeito a arroubos políticos. A expectativa, no governo brasileiro é que os primeiros resultados sejam anunciados em breve. Segundo esta visão, a reunião entre os Villegas e o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, teria sido adiada para que o próximo encontro já apresentasse resultados concretos e não por motivos eleitorais. Na semana passada, foram promovidos três reuniões técnicas entre as duas partes. A Petrobras enviou a La Paz o gerente executivo para o Cone Sul, Décio Oddone, e o presidente da Petrobras Bolívia, José Fernando de Freitas, além de uma comitiva de técnicos da empresa. Até o próximo dia 28, a empresa tem que firmar os novos contratos de concessão boliviano, sob o risco de ser expulsa do país. Os termos foram considerados "inegociáveis" pelas empresas, mas, segundo as fontes, já começam a aparecer sinais de consenso.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2006 | 12h14

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