Petrobras minimiza possibilidade de interferência política

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, João Nogueira Batista, foi muito questionado hoje, em palestra promovida pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), sobre o risco político do novo governo federal sobre a Petrobras. "As pessoas devem perceber que os temores são exagerados?, ele explicou à platéia, formada por pessoas ligadas ao mercado financeiro. ?É impossível botar a mão no caixa da empresa." Segundo ele, caso houvesse uma interferência desse tipo na estatal, o conselho de administração pediria demissão e seria criada uma série de constrangimentos para um benefício de curtíssimo prazo. "A companhia não conseguiria mais se financiar no mercado de capitais, por exemplo." Batista citou a extensa base de acionistas como um dos fatores de segurança da empresa. "É claro que um grau de eficiência de 100% de blindagem não existe, mas acredito que o conselho não pedirá demissão. Vejo as declarações mais exageradas dos candidatos à Presidência da República como coisa de campanha; depois elas tendem a ser mais pragmáticas."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.