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Petrobrás muda diretoria e traz Dutra de volta

Ex-presidente da estatal vai assumir a BR Distribuidora e Ildo Sauer deixa a diretoria de gás e energia

Nicola Pamplona, Kelly Lima e Irany Tereza, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2022 | 00h00

O Conselho de Administração da Petrobrás confirmou ontem mudanças na Diretoria de Gás e Energia e na presidência da BR Distribuidora, que vinham sendo especulados pelo mercado havia semanas. A presidente da BR, Maria das Graças da Silva Foster, vai assumir a área de gás e energia, até agora ocupada por Ildo Sauer, e será substituída pelo ex-presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra. A reunião de ontem decretou também a saída do presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, do conselho da estatal.O mercado reagiu com naturalidade às mudanças, que envolveram um número menor de cargos do que o esperado. "Não há novidade", resumiu um analista de banco de São Paulo. Observadores próximos, porém, não descartam novas alterações, principalmente para acomodar aliados do governo na luta pela prorrogação da CPMF. Entre as possíveis vítimas da dança das cadeiras estão os diretores de abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de exploração e produção, Guilherme Estrella.As mudanças de ontem, lembram analistas, envolveram apenas quadros ligados ao PT e não devem ter grande impacto na gestão da companhia."Foi uma decisão política do presidente Lula", disse, ao Estado, o diretor demitido Ildo Sauer, que vai voltar a lecionar na USP, de onde se licenciou em 2003. Em carta divulgada no início da noite, ele disse que recebeu a notícia "sem alegria e sem espanto". Segundo Sauer, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, esteve em Brasília na quinta-feira negociando sua permanência na empresa. A decisão por sua saída, porém, foi confirmada na tarde de ontem. "Hoje, às 15 horas, o (presidente) Lula telefonou, autorizando a minha demissão", disse o executivo, dizendo sair da empresa "sem mágoas".Sua substituta tem grande prestígio com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. As duas atuaram no Ministério de Minas e Energia. Com a entrega do ministério ao PMDB de Silas Rondeau, Maria das Graças foi para a presidência da Petroquisa, subsidiária da estatal para o setor petroquímico, onde ficou por nove meses até assumir a BR. É funcionária de carreira da Petrobrás.Fontes do setor, porém, vêem em Dutra o principal motor das mudanças anunciadas ontem. Geólogo com extenso currículo no movimento sindical e na política, ele deixou a presidência da Petrobrás em 2005 para candidatar-se ao Senado por Sergipe. Foi derrotado nas eleições e, desde então, ocupa cargo de pouca expressão nacional na prefeitura de Aracaju.Em relação à saída de Agnelli, a Vale do Rio Doce informou que seu afastamento do conselho da Petrobrás teve o objetivo de evitar "possíveis conflitos de interesses", uma vez que a mineradora anunciou recentemente sua entrada no setor de petróleo e já tem parceria com a Shell.

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