Petrobras não comenta cobrança de Lula

A diretoria da Petrobras não quis comentar hoje as críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ausência da estatal na licitação para exploração de petróleo em São Tomé e Príncipe, na África. A ausência foi lamentada pelo presidente daquele país, Fradique de Menezes. Lula disse que iria procurar saber com a empresa quais são os critérios para escolher os países onde atuar e cobrou mais agressividade na atuação internacional da estatal.As declarações pegaram de surpresa alguns executivos da Petrobras ouvidos pelo Estado, que preferiram não se manifestar oficialmente. A empresa tem escritórios na Nigéria e em Angola, países onde atua na área de exploração e produção de petróleo. Os dois países estão entre os maiores fornecedores de petróleo para o Brasil. Segundo informações extra-oficiais, a decisão de não concorrer à licitação em São Tomé e Príncipe foi baseada em critérios técnicos, com base na avaliação das perspectivas dos campos locais.A África é um dos focos do planejamento estratégico da estatal, ao lado do Golfo do México e de outros países da América Latina. O objetivo da empresa é utilizar sua experiência em exploração em águas profundas na costa africana, que tem aspectos geológicos semelhantes à brasileira.

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