Petrobras não definiu manutenção da bandeira Ipiranga

A Petrobras ainda não tem qualquer definição sobre a possibilidade de manutenção da bandeira Ipiranga nos postos adquiridos da companhia. A idéia é que eles sejam incorporados à marca BR, mas tudo ainda está sendo discutido por meio de um grupo de trabalho composto com o Grupo Ultra, informou a presidente da BR Distribuidora, Maria das Graças Foster.Segundo ela, o grupo tem uma série de decisões pendentes, que devem passar por uma fase "transitória". "Esperamos que essa transição dure o menor tempo possível", disse. Foster disse que uma das principais pendências é a questão da venda de botijões de GLP. Antes da aquisição, postos da Ipiranga comercializavam botijões da marca Liquigás, que é da BR."Mas, certamente, o grupo Ultra terá prioridade para colocar sua marca Ultragás nos postos que ficaram com eles", disse, lembrando que a companhia não possui nenhum contrato para garantir a manutenção da venda desses botijões."Não temos acertada nenhuma associação para trabalhar em conjunto como grupo Ultra, mas vamos promover a sinergia que nos permita adquirir com eles a experiência na venda do GLP e para que eles também possam aprender a lidar com a venda de combustíveis, aproveitando nossa experiência", comentou.Ainda segundo ela, a principal "missão" da BR com a aquisição da Ipiranga é garantir os 4,5 a 5 pontos porcentuais que serão acrescentados em seu mercado. "Diferentemente de uma fábrica qualquer, que quando se funde com outra traz para si o porcentual de mercado da concorrente, os contratos com os revendedores podem ser quebrados se eles desejarem. Eles são livres para procurar outro distribuidor. Mas vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para garantir a manutenção desse porcentual", disse ela.A idéia é que, mantendo o mesmo volume de 3,5 milhões de metros cúbicos de combustíveis líquidos comercializados pela Ipiranga nas bases logísticas da BR, haja um ganho na margem de lucro.Próximas parceriasA Unipar e a Suzano são as futuras parceiras da Petrobras para consolidar a estratégia de fortalecimento da petroquímica na região Sudeste, informou o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa.Indagado sobre o fortalecimento da Braskem nos pólos da região Sul e Nordeste, o diretor destacou que a Petrobras "está atenta" a isso. "A Petrobras não é reguladora do mercado, mas sim catalisadora dos investimentos. Não cabe a nós a obrigação de promover este ou aquele mercado, mas sim cumprir nosso planos estratégico, que prevê uma maior participação da Petrobras nesse segmento, além de contribuir com o fortalecimento da indústria petroquímica nacional para que ela ganhe maior competitividade internacional", disse.

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