Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Petrobrás não eleva preço. Por enquanto

Estatal ainda não vê mudança efetiva das cotações no mercado internacional

Alaor Barbosa, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 00h00

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou ontem que a companhia não deverá reajustar os preços dos combustíveis por enquanto, pois a diretoria da estatal considera que ainda não houve efetivamente uma mudança no nível de preço do petróleo no mercado internacional.Em entrevista após sua apresentação sobre o Plano de Negócios da empresa para o período 2008-2012 no Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef), ele reafirmou que a empresa continua com sua política de manter os preços domésticos alinhados aos internacionais, mas sem transferir para o mercado interno a volatilidade da cotação da commodity.Barbassa considera que os preços do óleo estão diretamente vinculados ao ritmo da atividade econômica mundial. ''''Quando saíram os dados referentes ao nível de emprego nos Estados Unidos na sexta-feira, que ficaram abaixo do esperado, o mercado deu sinais de fraqueza. Mas logo depois recuperou, o que mostra que está sensível a esse tipo de dado'''', disse.O executivo não quis fazer previsões quanto à tendência dos preços no curto prazo. ''''Há avaliações em todos os sentidos. Tem gente que estima preços acima de US$ 100 o barril e outros prevendo queda nos próximos meses'''', comentou. Se os preços continuarem muito elevados durante muito tempo, porém, ''''é natural'''' que surjam substitutos, seja através de outros produtos, ou pela exploração de novas áreas.Para a Petrobrás, especificamente, o importante é que os preços não caiam abaixo de US$ 50 o barril nos próximos anos, segundo Barbassa. Na sua palestra, ele detalhou o plano de investimentos da empresa no período 2008-2012, que prevê desembolsos de US$ 112 bilhões. ''''São 454 projetos com valores acima de US$ 25 milhões.''''

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.