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Petrobras: não há restrição de gás neste momento

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a situação de restrição do fornecimento de gás natural, que levou ao corte do suprimento para distribuidoras de São Paulo e do Rio, já foi normalizada. "Não há restrição de gás natural neste momento. O mercado já está em equilíbrio", disse o executivo após reunião com analistas sobre os resultados da companhia no terceiro trimestre de 2007.O executivo não soube detalhar se a Petrobras está despachando, neste momento, térmicas a gás para atender determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ainda assim, porém, garantiu que a situação atual do mercado é de equilíbrio. Barbassa ainda contou que a oferta de gás no mercado interno será reforçada ainda este mês, com a adição de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) oriunda de Peroá Fase 2 (Plataforma de Peroá).A segunda fase de Peroá e o campo de Camarupim (FPSO Cidade de São Mateus), com capacidade de produzir 10 milhões de m³/d a partir de dezembro de 2008, foram apontados como um dos principais projetos na área de gás natural para os próximos meses. Esses empreendimentos integram o Plangás, que ampliará a oferta de gás ao Sudeste em 24 milhões de m³/d até o final do próximo ano, totalizando 40 milhões de m³/d.O executivo afirmou que a colocação dessa nova oferta de gás natural não se dará com base nas condições anteriores, nos quais os contratos eram do tipo firme, ou seja, a oferta era ininterrupta. "Os novos contratos irão refletir a possibilidade de entrega do gás e a possibilidade de colocação das distribuidoras do produto aos seus mercados", disse.Barbassa contou que a Petrobras pretende firmar com as distribuidoras contratos do tipo firme flexível, que na hipótese da falta de gás prevê a substituição de energético substituto. "Essa é uma condição importante para o mercado de gás, uma vez que permite administrar a demanda pelo insumo e proporciona flexibilidade ao sistema", justificou o diretor da estatal.O executivo afirmou que é natural o grande crescimento da demanda por gás verificada atualmente no País. "Como o preço do gás está defasado em relação aos seus substitutos e por ser tratar de um combustível de boa qualidade, é natural essa demanda crescente. Mas traz um problema porque a oferta está limitada", afirmou.Por conta da limitação de oferta e da defasagem de preço em relação aos insumos substitutos, principalmente na comparação com o óleo combustível, Barbassa admitiu que é muito provável que no futuro o preço do gás natural venha a ser reajustado. Recentemente, a diretora de gás e energia, Maria das Graças Foster, disse que o gás nacional sofreria aumento real entre 15% e 20%. "Isso ainda não tem data para ocorrer", comentou o DRI da Petrobras.Sobre a Bolívia, o executivo disse que a companhia ainda não decidiu quais investimentos serão realizados no país vizinho. Mas garantiu que o fornecimento de gás boliviano vem sendo cumprido normalmente, inclusive acima dos 30 milhões de m³/d contratados. "A Bolívia já chegou a nos entregar 31,5 milhões de m³/d, acima do contratado", revelou.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 13h52

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