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Petrobras não reajusta gasolina até estabilidade do petróleo

Segundo diretor da estatal, volatilidade não permite saber qual é o real patamar de preços da commodity

Kelly Lima, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2008 | 13h02

O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, voltou a afirmar nesta quinta-feira, 21, que a empresa não vai reajustar os preços da gasolina e do diesel até que haja uma "estabilidade" no valor do barril do petróleo no mercado internacional.  "O petróleo pode estar chegando agora a cem dólares, mas há cerca de duas semanas estava em torno de 80 dólares. Essa diferença é muito grande e demonstra uma volatilidade que não indica para a empresa qual é o real patamar de preços", disse, admitindo que tão logo seja "encontrado" este real valor, a Petrobras reajustará seus preços, sejam eles para cima ou para baixo. Ele lembrou que a valorização do real sobre o dólar nos últimos meses contribuiu para diminuir a diferença entre o mercado interno e o internacional. "Mas não é interesse da Petrobras acompanhar essa volatilidade repassando para o mercado interno essas constantes oscilações", disse o diretor após participar de seminário sobre o detalhamento das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).  Preços Os futuros do petróleo reduziram as perdas iniciais provocadas pela divulgação do relatório semanal do Departamento de Energia (DOE) - que mostrou um grande aumento nos estoques da commodity - e voltaram a operar nos níveis vistos antes do dado. O contrato do WTI para abril retomou o nível de US$ 99 por barril, voltando a ficar perto dos US$ 100. O DOE informou aumento de 4,2 milhões de barris nos estoques de petróleo na semana que terminou em 15 de fevereiro em comparação a anterior, superando as previsões de alta de 2,9 milhões de barris. Os estoques de gasolina subiram 1,1 milhão de barris, praticamente em linha com a projeção de alta de 1 milhão de barris. Os estoques de destilados recuaram 4,5 milhões de barris, ante a previsão de redução de 1,5 milhão de barris.  "Eu não sei mais quanto nós estamos olhando para os estoques nestes dias", disse Jim Murphy, vice-presidente assistente da R.J. O'Brien. "Se nós estivéssemos, os preços estariam menores agora". Murphy afirmou que o mercado ainda espera que o petróleo suba mais, de olho nas tensões nos países produtores de petróleo e nas frias temperaturas nos EUA, refletidas na forte queda dos estoques de destilados. As ameaças de violência na Nigéria, a explosão de uma refinaria no Texas na segunda-feira e a proximidade da reunião da Opep em 5 de março foram citadas como motivos para o barril ter superado os US$ 100 na terça e quarta-feira. Alguns analistas afirmaram que os contratos não estão mais refletindo os fundamentos de oferta e demanda. "Os fundos estão usando o mercado como um hedge ativo contra a inflação e devido ao dólar fraco", ressaltaram analistas da TFC Energy Futures. "A força do mercado de petróleo sem nenhum tipo de novo desdobramento está levando alguns analistas a questionarem a longevidade do rali", acrescentaram. Às 13h44 (de Brasília), o WTI para abril cedia 0,35% na Nymex para US$ 99,35 o barril, enquanto o Brent com o mesmo vencimento caía 0,43% na ICE para US$ 98,00 o barril.  (com Carolina Ruhman, da Agência Estado)

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