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Petrobrás não repassará para o mercado interno volatilidade de preços

Declaração foi dada pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, que admitiu que as cotações internacionais do petróleo podem passar por oscilações

Elder Ogliari, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2011 | 18h36

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, admitiu que as cotações internacionais do barril de petróleo podem passar por algumas oscilações, mas, ao mesmo tempo, previu que o preço dos combustíveis vai permanecer estável nos postos de reabastecimento do País. "Não vamos repassar para o mercado brasileiro a volatilidade do preço internacional", afirmou, durante entrevista coletiva no Palácio Piratini, sede do governo do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, nesta terça-feira.

Segundo Gabrielli, a volatilidade atual decorre de variáveis como o conflito geopolítico - protestos e repressões em diversos países do mundo árabe - e incerteza quanto à recuperação das taxas de crescimento de grandes economias como a norte-americana, europeia e japonesa. Apesar disso, o presidente da Petrobrás deu a entender que há um fator mais poderoso, o ajuste entre produção e demanda, puxando para a estabilidade.

"Não vejo nos fundamentos do mercado de petróleo nada que justifique uma tendência permanentemente crescente de preços", destacou. Para justificar o raciocínio, Gabrielli lembrou que a produção mundial atual, de 86 milhões a 87 milhões de barris por dia é pouco superior à demanda de 85 milhões a 86 milhões de barris por dia. Citou ainda a capacidade ociosa da Opep, de 4 milhões a 5 milhões de barris por dia, pronta para ser acionada a qualquer momento. "Não há razões para que o preço seja continuamente crescente, no entanto está crescendo por razões especulativas", comentou.

Refinarias

Na mesma entrevista Gabrielli reafirmou que o plano estratégico da Petrobrás para o período de 2011 a 2015, que a empresa divulgará em maio, não prevê novas refinarias além das quatro já previstas, no Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Pernambuco. Os jornalistas insistiram para que o presidente da estatal falasse sobre perspectivas posteriores. "Aí é outro plano. Estou dizendo que no plano até 2015 não tem", despistou Gabrielli.

O presidente da Petrobrás também confirmou que não há qualquer discussão a redução da meta de 65% de componentes nacionais nos equipamentos da empresa. Reconheceu que o assunto só entrou em pauta na discussão da fase exploratória da cessão onerosa porque até 2014 não há previsão de entrega de sondas produzidas no Brasil. "É uma coisa muito específica", reiterou. "Não tem discussão genérica sobre o conteúdo nacional".

Fornecedores

Convidado pelo governador Tarso Genro (PT), Gabrielli foi ao Rio Grande do Sul falar com empresários para incentivá-los a se habilitarem à condição de fornecedores da Petrobrás. O governo gaúcho quer que as empresas locais ampliem de 2% para 10% sua participação no fornecimento de produtos e serviços à estatal e está elaborando uma série de programas de incentivos para capacitá-las. Tarso e Gabrielli admitiram que a indústria local, mais voltada para o agronegócio, ainda não desenvolveu uma cultura de atendimento ao setor petrolífero. Também identificam como gargalo a falta de mão de obra treinada para o setor.

#ET

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