Petrobrás: não serão criados novos fundos

Qualquer instituição financeira credenciada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode constituir fundos para receber os cotistas que saírem dos Fundos Mútuos de Privatização (FMP) da Petrobrás. A exigência é de que esses novos fundos apliquem, no mínimo, 51% dos recursos em renda variável. Além disso, os que receberem os cotistas dos FMP FGTS terão de ser totalmente integrados com recursos do FGTS. Para criar esses fundos, a instituição não precisa ser gestora dos atuais FMPs. Apesar de a carência de seis meses terminar em fevereiro, ainda não há nenhum pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a criação de novos fundos. Segundo o gerente de Credenciamento de Investidores Institucionais da CVM, Luís Felipe Lobianco, a autarquia demora, pelo menos, 30 dias para liberar a criação de um fundo desse tipo. "Isso significa que no dia 19 de fevereiro não deverá haver nenhum fundo novo pronto para receber esses cotistas. Mas os gestores poderão criá-los depois, no decorrer dos meses", disse. A Caixa Econômica Federal (CEF), que é a maior gestora do FMP, declarou que estuda o assunto, mas que a decisão sobre criar novas carteiras dependerá da demanda. "Os fundos têm um custo fixo alto, com auditorias e publicação de balanços, que precisa ser dividido entre os cotistas. Por isso, é necessário haver demanda", disse Jorge Luiz Ávila, diretor de Ativos de Terceiros da Caixa. O Unibanco também admite a possibilidade de constituir as carteiras. "Em princípio, achamos que não haverá muita migração, mas, se houver procura, vamos atendê-la", afirmou Jorge Simino, diretor de renda variável do banco. Para o gerente de Credenciamento de Investidores Institucionais da CVM, Luís Felipe Lobianco, o movimento das instituições em torno dos fundos não será grande neste mês, já que a maioria dos investidores deverá esperar fechar o ciclo de um ano para vender as ações e ter direito ao desconto de 20%.

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