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Petrobras nega suspeita de superfaturamento no Comperj

A Petrobras negou hoje em nota à imprensa a suspeita de superfaturamento na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo a nota, cerca de 42% das obras de terraplenagem estão concluídas e relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), após análise da sua área técnica, teria constatado que a proposta contratada era "vantajosa" para a Petrobras, pois detinha um desconto significativo em seu valor global. A nota da Petrobras conclui que o contrato celebrado é vantajoso, ao contrário do que vem sendo veiculado. A estatal salientou que apenas a parte referente ao regime de trabalho sob chuvas é que está sendo esclarecida através das reuniões técnicas.

KELLY LIMA, Agencia Estado

26 de agosto de 2009 | 18h12

Segundo a companhia, na última quinta-feira, foi realizada em Brasília uma reunião na sede do TCU, que a Petrobras detalhou todo o procedimento para ressarcimento de custos em função de chuvas, esclarecendo várias dúvidas dos membros do Tribunal. Ficou estabelecido que as razões expostas serão encaminhadas formalmente para o Tribunal.

Outro ponto destacado pela empresa foi sobre a metodologia adotada, que "busca ressarcir somente os custos relacionados à ocorrência de chuvas e suas consequências, atendendo a uma determinação do TCU feita em Acórdão de 2006, que buscou disciplinar o ressarcimento destes custos".

A Petrobras informou que ainda está prestando esclarecimentos ao TCU e que o relatório que vem sendo divulgado é preliminar. "O TCU reconhece que os ressarcimentos de custos para os equipamentos à disposição na obra foram feitos em valores inferiores a seus custos produtivos. Ou seja, são menores, e não maiores como veiculado".

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