Petrobras negocia uso de sonda da Exxon para poços do pré-sal

Iniciativa faz parte da estratégia de ampliar número de sondas capazes de perfurar em altas profundidades

Nicola Pamplona, da Agência Estado,

16 de junho de 2009 | 19h49

A Petrobras está negociando com a Exxon a contratação da sonda de perfuração West Polaris, que finaliza um trabalho para a multinacional na área do pré-sal da Bacia de Santos. A informação foi dada nesta terça-feira, 16, pelo gerente executivo do pré-sal da companhia, José Formigli. Segundo ele, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar o número de sondas com capacidade para perfurar nas altas profundidades do pré-sal, garantindo o cumprimento do cronograma de poços na área. Nesse sentido, a companhia já negocia também a contratação de pelo menos mais uma sonda no exterior para início das atividades no curto prazo. No caso da West Polaris, disse Formigli, a ideia é manter a unidade no País por "mais alguns meses", deslocando-a para concessões do pré-sal operadas pela estatal.

 

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especialO caminho até o pré-sal

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A sonda foi usada pela Exxon para perfurar dois poços no BM-S-22, única concessão das águas ultraprofundas de Santos não operada pela Petrobrás. O segundo poço foi concluído recentemente, ainda sem confirmação de que tenha atingido qualquer reservatório de petróleo e gás. A parceria com empresas sócias no pré-sal já garantiu à Petrobrás a utilização da sonda Stena Drill Max, que está contratada pela Repsol e hoje trabalha em um poço no BM-S-9, onde estão as descobertas de Guará e Carioca.

 

Formigli já havia anunciado um esquema emergencial de encomendas de sondas para o pré-sal, uma vez que a Petrobrás não obteve sucesso em um pedido de prorrogação de prazo exploratório junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Além de buscar ajuda com os parceiros, a empresa está sondado o mercado externo em busca de sondas disponíveis. Segundo o executivo, já há negociações em curso. Ele não quis, porém, informar o número de sondas em negociação. "Isso vai depender do custo. Se estiver barato, podemos contratar mais de uma", afirmou, em entrevista após a abertura da feira Brasil Offshore.

 

Formigli adiantou, porém, que a companhia já percebeu uma queda nos custos de sondas em torno de 30% a 40%, com relação aos picos praticados durante o ano passado. Além da busca por sondas, a estatal iniciou um esforço para garantir o licenciamento de testes de longa duração (TLDs) no pré-sal, pedindo ao Ibama a avaliação de licenças para até 18 TLDs até 2010.

 

Segundo Formigli, o plano inclui testes previstos e contingentes - estes só serão feitos se a companhia achar que há necessidade de complementar estudos de reservatórios.

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