Petrobras: novas plataformas devem reduzir custos

A Petrobras tem como meta reduzir o custo de extração de petróleo em US$ 0,50 em 2008, com base por conta da entrada em produção de novas plataformas de produção. "A partir do momento que a plataforma começa a produzir em sua capacidade máxima, ela minimiza os custos com sua instalação e manutenção", afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, em entrevista coletiva realizada hoje na sede da empresa no Rio de Janeiro.Segundo o executivo, estão previstas para a próxima semana a entrada em operação do FPSO Cidade de Vitória, para o módulo 2 do campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, e também a P-52 no campo de Roncador, no Rio de Janeiro. As duas plataformas têm capacidade de produção de 100 mil barris de petróleo ao dia (bpd) e de 180 mil bpd, respectivamente. Para dezembro, também entra em operação a plataforma P-54, no campo de Roncador, com capacidade de 180 mil bpd.Para Barbassa, o atraso na entrada destas plataformas e os problemas técnicos enfrentados pela estatal na plataforma P-50 não tiveram forte impacto porque "a empresa não perdeu, deixou de ganhar, mas este volume de produção só foi adiado para o próximo ano".MetaO gerente executivo Francisco Nepomuceno completou também que a P-50 já está produzindo 20 mil barris por dia a mais do que o esperado pela estatal para este ano. Ele admite, no entanto, que a cada dia de atraso a mais na entrada em produção das demais unidades, fica cada vez mais difícil de a estatal atingir ao pico de 2 milhões de barris por dia de produção até o dia 31 de dezembro, como havia anunciado anteriormente o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella.Ainda para este ano, segundo Barbassa, devem entrar em operação as unidades de produção da segunda fase do campo de Peroá, no Espírito Santo, responsável por 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, e ainda o FPSO Cidade de São Mateus, no campo de Carupim, com capacidade de produção de 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.