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Petrobras paga gás da Bolívia sem reajuste, diz Amorim

Empresa alegou que o acordo era uma carta de intenções e que as negociações ainda não estão concluídas

Denise Chrispim Marin, da Agência Estado,

29 de agosto de 2007 | 18h38

A Petrobras está pagando gás importado da Bolívia com um preço sem o reajuste acertado em fevereiro deste ano. A informação é do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e foi dada nesta quarta-feira, durante audiência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. O chanceler limitou-se a explicar que "os requerimentos do acordo ainda não foram preenchidos". A Petrobras confirmou a informação e alegou que o acordo, na verdade, era uma carta de intenções e que as negociações ainda não estão concluídas.O acerto de fevereiro previu que o metano continuaria sujeito aos reajustes trimestrais, com base na variação de uma cesta de óleos combustíveis. Os gases mais nobres transportados da Bolívia para o Brasil junto com o metano seriam separados e passariam a seguir a cotação diária no mercado internacional. Na época da assinatura do acordo, o governo boliviano calculou que essa mudança na composição do preço do gás significaria uma renda adicional de US$ 100 milhões. Segundo Amorim, esse diferencial de preço é pequeno e perfeitamente "absorvível" pela Petrobras, que elevou sua compra de gás da Bolívia de 24 milhões de metros cúbicos ao dia para um volume próximo a 30 milhões de metros cúbicos.

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