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Petrobrás paralisa plataforma P-58 após um ano de operação

Estatal alega que interrupção temporária da produção visa a 'manutenção preventiva' para melhorar a 'eficiência operacional' da unidade, que opera no Parque das Baleias, na Bacia de Campos, no litoral norte do Rio de Janeiro

Antonio Pita, O Estado de S. Paulo

20 de março de 2015 | 21h04

A Petrobrás paralisou as operações da plataforma P-58 na última quarta-feira, dia 18. A estatal alega que a interrupção temporária da produção visa a "manutenção preventiva" para melhorar a "eficiência operacional" da unidade, que opera no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. Nesta quinta-feira, em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal havia informado que unidade passou por uma parada de manutenção em fevereiro, o que contribuiu para a queda de 1,5% na produção daquele mês.

A unidade passou por vistoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que indicou "não conformidades" na unidade. A agência reguladora não detalhou quais os problemas identificados na unidade. A retomada da produção só poderá ocorrer após a companhia regularizar a situação dos itens apontados pela fiscalização da agência, que ainda fará nova fiscalização antes de autorizar a retomada da produção.


Entidades sindicais, entretanto, listaram 48 pendências nas instalações da plataforma que comprometeriam a segurança operacional e o trabalho dos operadores. Um relatório com as pendências foi entregue à ANP no último dia 5, mas a parada só ocorreu na última quarta-feira.

Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), que atua na região, foram identificadas falhas nas condições de segurança dos guindastes da plataforma desde a sua saída do estaleiro. Eles também denunciaram que a unidade tinha vazamentos de óleo, água e gás em toda a plataforma, além de falha na iluminação e ventilação das unidades e praça de máquinas.

A plataforma iniciou as operações no dia 17 de março de 2014. Um mês antes, o Broadcas, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, publicou denúncia do sindicato sobre a estratégia da Petrobrás de apressar a finalização das obras em unidades de produção, indicando que as plataformas estavam deixando os estaleiros incompletos. O objetivo, segundo os sindicalistas, era manter as entregas das unidades dentro do cronograma apresentado aos investidores, e acelerar os reparos finais já em alto mar.

Em nota, a Petrobrás informou que a unidade ainda está em "fase final de comissionamento". Em janeiro, a produção foi de 88 mil barris de óleo por dia. "Desde que a P-58 entrou em operação em 17/03/2014, não foram registrados acidentes de processo que levassem à interrupção das operações e não houve nenhuma ocorrência com impacto ambiental", informou a companhia.

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