Petrobrás pediu sigilo na tramitação dos processos

Suspeitas em contratos da área Internacional da Petrobrás são de evasão de divisas, compra superfaturada e peculato

O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2013 | 02h05

RIO - O contrato PAC SMS entre a Área Internacional da Petrobrás e a Construtora Odebrecht está sendo investigado por autoridades, em processos que tramitam em sigilo, a pedido da petroleira. O Ministério Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (MPF/RJ) instaurou procedimento investigatório criminal em junho para apurar infrações em contratos da Petrobrás no exterior, incluindo o acordo com a Odebrecht. As suspeitas são de evasão de divisas, compra superfaturada e peculato.

O Ministério Público (MP) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), que já investigava a compra da refinaria de Pasadena (Texas, EUA), pediu em agosto à Petrobrás a documentação de quatro contratos da empresa, incluindo o da Odebrecht. O procurador Marinus Marsico remeteu o caso à Procuradoria da República do Estado do Rio, e o caso seria encaminhado internamente. O TCU, sob relatoria do ministro José Jorge, também acompanha o caso.

Foram convidados a prestar esclarecimentos a presidente da Petrobrás, Graça Foster, e o ex-presidente Sergio Gabrielli, entre outros. As investigações sobre Pasadena e o contrato com a Odebrecht foram iniciadas após reportagens do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, revelarem irregularidades. A série sobre Pasadena começou em julho de 2012 e a da Odebrecht, em junho de 2013. Veja abaixo trechos da auditoria no contrato da Petrobrás.

 

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