Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Petrobras pensa em voltar a investir na Bolívia

Depois de quatro meses em que anunciou a suspensão de investimentos na Bolívia, a Petrobras pode retomar seus negócios naquele país. A possibilidade foi sinalizada nesta segunda-feira pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, como uma moeda de troca para garantir que os preços do gás natural importado não tenham reajustes extracontratuais."Não estou dizendo que haverá uma retomada de investimentos na Bolívia, mas sim que estamos avaliando formas de ajudar a Bolívia. Não queremos que as negociações se restrinjam às discussões sobre o preço do gás. Acreditamos que existem outros termos para se negociar", afirmou em entrevista concedida ao lado do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, no primeiro dia da Rio Oil & Gás, maior feira da América Latina do setor de petróleo, que acontece a cada dois anos no Rio de Janeiro.Presente na entrevista, Gabrielli se esquivou de fazer qualquer comentário sobre o assunto. Indagado sobre a questão, ele se limitou a dizer que não trataria das negociações da Bolívia via imprensa. Segundo o ministro, acontece na próxima sexta-feira uma reunião entre os governos brasileiro e boliviano, em La Paz, com participação da Petrobras e da YPBF. "Será uma retomada das negociações", afirmou. De acordo com ele, os outros termos de discussões que serão levados à reunião incluem, por exemplo, a utilização de biodiesel no combustível usado na Bolívia, ou mesmo reavaliação de projetos antigos, que foram abandonados após a estatização das reservas de gás, em 1º de maio deste ano.À época, a Petrobras tinha algo em torno de US$ 2 bilhões previstos para serem aplicados na Bolívia. Entre os principais projetos estava a ampliação do gasoduto Brasil-Bolívia, a construção de um pólo petroquímico em parceria com a Braskem, na divisa com o Brasil, e ainda investimentos para ampliar a produção local que já está em sua capacidade máxima de cumprimento dos contratos para fornecimento."Houve o decreto de estatização, que está sendo regulamentado. Desde que fique clara a regra para quem atua no país e que nos sintamos seguros, não há porquê não investir. Mas vamos esperar que haja esta regulamentação para decidir qualquer coisa", afirmou, considerando ainda que a crise boliviana contribuiu "positivamente" para que o Brasil iniciasse a busca pela independência no fornecimento de gás natural.Rondeau ressaltou a "habilidade" da Petrobras em lidar com a situação, revertendo os investimentos previstos anteriormente para antecipar a exploração e produção em outros campos de gás no Brasil, e ainda "ao criar a alternativa de importação de GNL". Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia já solicitou à Petrobras "esforços" para antecipar a entrada em produção de pelo menos uma das duas plantas de regaseificação que estão previstas para serem instaladas no país a partir de fevereiro de 2009."A Petrobras está vendo a possibilidade de colocar para operar pelo menos a planta de 14 milhões de metros cúbicos para funcionar a partir de outubro de 2008, na Baía de Guanabara", comentou. A outra planta, de seis milhões de metros cúbicos, será instalada em Pecém (CE). Segundo o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, a licitação para ambas as plantas deverá ser colocada nas ruas a partir de outubro. O diretor informou que o concorrente que apresentar sua proposta incluindo também a importação do GNL será priorizado.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 16h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.