Petrobras perfura 3 poços no pré-sal em Campos, diz gerente

Segundo Carlos Eugênio Ressureição, estão sendo perfurados poços de Baleia Franca, Baleia Azul e Caxaréu

Kelly Lima, da Agência Estado

10 de novembro de 2008 | 16h08

O gerente geral de Reservas e Reservatórios da Engenharia de Produção da Petrobras , Carlos Eugênio Ressureição, disse nesta segunda-feira, 10, que a companhia está no momento perfurando três poços na área do pré-sal do Parque das Baleias, na Bacia de Campos. "Aquela região é muito promissora", afirmou, lembrando o caso do campo de Jubarte, que hoje já produz óleo e gás provenientes de um reservatório abaixo da camada de sal, além de estar interligado a poços no pós sal. Segundo ele, estão sendo perfurados poços nos campos de Baleia Franca, Baleia Azul e Caxaréu, todos na mesma área e que apresentam condições bastante semelhantes às de Jubarte. Naquela região, diferentemente da que está em torno de Tupi, na Bacia de Santos, a camada de sal tem apenas 200 metros e não dois mil metros, o que facilita as operações. Além das perfurações naquela região, a Petrobras tem dado continuidade às avaliações do pré-sal na Bacia de Santos, segundo ele, agora por meio de sísmicas. A companhia iniciou estudos sísmicos de terceira dimensão para melhor avaliar os reservatórios de Tupi, onde já anunciou que foram encontrados potenciais de cinco a oito bilhões de barris. "Não são estudos que visam avaliar o reservatório com vista a delimitar uma possível unitização. Isso não acontece nesta área do BM-S-11. Só em outra", comentou, dando a entender que esta possibilidade de unitização poderia estar sendo avaliada apenas para Iara, prospecto também desenvolvido no BM-S-11. A possibilidade de Iara ter que passar por uma unitização já havia, inclusive, sido comentada pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em entrevista no encerramento da Rio Oil & Gas este ano. Segundo técnicos que avaliaram os estudos sísmicos existentes sobre estas áreas até hoje, os reservatórios de Iara poderiam se estender para além dos limites com o BMS-54, que é operado pela Shell, e até hoje não teve nenhuma perfuração. Segundo o gerente da estatal, os estudos sísmicos que vão ocorrer em Tupi devem ser concluídos em julho de 2009 e serão o maior volume de estudos deste tipo já encomendados por uma companhia no mundo, num total de 3,5 mil quilômetros quadrados. Para o final do próximo ano, a companhia ainda deve iniciar na área estudos sísmioos 4D. "NOsso foco número um agora é Tupi, para dimensionarmos os volumes destes reservatórios exatamente e iniciarmos a produção visando a melhor compreensão desta área", disse. Entre as possibilidades tecnológicas que estão sendo avaliadas para desenvolvimento dos campos do pré-sal na Bacia de Santos, estão, segundo ele, a perfuração de poços que estejam em "maior contato com o reservatório". "Se hoje as maiores extensões de poços atingem a dois quilômetros, pretendemos elevar isso para a até dez ou 12 quilômetros no pré-sal de Santos para aumentar nosso aproveitamento da área", disse.

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