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Petrobras pode aumentar gasolina sem que haja reajuste externo

O gerente-geral de Comércio Interno, Marketing e Comercialização da Petrobras, Alípio Ferreira Pinto Jr., disse em conferência telefônica com analistas do mercado financeiro que a empresa não precisa mais esperar uma variação de 5% nas cotações internacionais para reajustar o preço da gasolina no Brasil. Segundo ele, a fórmula que condiciona o reajuste interno do combustível a uma variação de 5% nos preços internacionais só é válida para os 15 primeiros dias após o último aumento, que ocorreu no dia 6 de abril. Depois disso, a empresa pode mexer no preço interno qualquer que seja a variação internacional do produto. O diretor-financeiro da empresa, João Nogueira Batista, disse que desde o último aumento, de 10,08%, a cotação da gasolina nos Estados Unidos, convertida para reais, tem se mantido estável. "O real subiu frente ao dólar, mas o petróleo caiu um pouco", afirmou. Os dois executivos participaram de teleconferência com analistas do mercado de capitais. ImpactoA abertura do setor de combustíveis começou a impactar os resultados da Petrobras. Em seu balanço do primeiro trimestre, a estatal registrou uma queda de 4% nas vendas de combustíveis, devido ao início das importações de nafta. De acordo com o diretor financeiro da Petrobras, João Nogueira Batista, as vendas de nafta caíram 31% nos primeiros três meses do ano, em comparação com igual período do ano anterior. Desde o início de 2002, as duas principais centrais petroquímicas do País, Copene e Copesul, passaram a importar os volumes de nafta antes importados pela Petrobras, que não tem produção suficiente para abastecer o País. Batista avalia que a perda de mercado não impactará os resultados da companhia. "A nafta é um produto menos nobre. Podemos nos focar em produtos com maiores margens", disse. Os volumes de venda de gasolina e diesel, produtos cuja importação foi liberada em 1º de janeiro, cresceram em 1% e 3%, respectivamente.

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