Petrobras pode importar GNL do Catar e entrar em exploração

País localizado no Golfo Pérsico tem interesse em participar de projetos no Brasil

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

A Petrobras está avaliando oportunidades de negócios no Catar, para possível importação de Gás Natural Liquefeito (GNL) e exploração e produção no país localizado no Golfo Pérsico, informou a estatal brasileira nesta terça-feira, 19. Segundo a Petrobras, após reuniões entre o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli, e autoridades do país árabe, o Catar também demonstrou interesse em participar de projetos de energia do Brasil, principalmente no setor de termelétricas, por meio da Qatar Petroleum International. "As duas companhias estudam a assinatura de um memorando de entendimentos para aprofundar esse relacionamento e dar prosseguimento às negociações", informou a Petrobras em um comunicado. Uma delegação técnica do Catar deverá visitar o Brasil para conhecer as operações da Petrobras, segundo a nota. A Petrobras lançou no início do ano um programa de GNL para atender o mercado brasileiro, visando principalmente dar maior segurança ao abastecimento das termelétricas, depois que o presidente da Bolívia, Evo Morales, nacionalizou as reservas do país, em maio do ano passado. Detentor de 5% das reservas de gás natural do mundo e maior produtor de GNL, segundo a Petrobras, o Catar poderá vender o gás para a estatal brasileira, a exemplo de contratos já fechados com a nigeriana Nigeria LNG e a argelina Sonatrach este ano. Há dois meses, a Petrobras fechou a contratação de duas embarcações para a regaseificação de GNL em dois terminais, no Rio de Janeiro e no Ceará, com capacidade para até 21 milhões de metros cúbicos de gás natural.

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