Petrobrás pode participarde leilões em Israel

País vai leiloar 19novos blocos deexploração a empresasde petróleo e gás de todo o mundo

Cristiano Dias, O Estado de S. Paulo

01 de abril de 2019 | 05h00

ENVIADO ESPECIAL A JERUSALÉMO governo israelense anunciou ontem que a Petrobrás participará de um leilão para exploração de petróleo e gás no país. O anúncio foi feito pelo ministro israelense de Energia, Yuval Steinitz, e reiterado pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

O porta-voz do governo brasileiro, Otávio Rêgo Barros, no entanto, não confirmou a informação. Disse que “checaria com os colegas o que o negócio queria dizer”, pois não tinha mais detalhes. Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou apenas que o ministro Bento Albuquerque havia se encontrado com Steinitz e tratado de uma possível participação da Petrobrás em um leilão de gás natural no País.

Israel leiloará 19 novos blocos offshore. Uma disputa anterior gerou propostas de apenas duas empresas. O ministro de Energia de Israel disse, à imprensa local, esperar maior competição na próxima rodada.

Além da concorrência, os ministros discutiram a assinatura de três protocolos de cooperação: um na área de exploração de óleo e gás em águas profundas; outro relativo à regulação, envolvendo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e um último sobre cibersegurança voltada para o setor de energia.

Procurada, a Petrobrás informou que não se pronunciaria. Nos últimos anos, a estatal encolheu sua presença no exterior para se concentrar no mercado interno, principalmente no pré-sal, que é o foco do seu plano estratégico. A empresa ainda tem se desfeito de ativos.

Cessão Onerosa. A Petrobrás disse não estar segura de quando e em quais condições a discussão da cessão onerosa com o governo federal será concluída. A empresa inseriu esse debate com os ministérios da Economia e de Minas e Energia como um dos fatores de risco ao seu negócio, em documento enviado à autoridade reguladora do mercado nos EUA.

“Não sabemos quando a negociação será concluída nem podemos assegurar que os termos deste novo acordo seriam favoráveis para nós, o que poderia impactar negativamente nossos resultados”, escreve a empresa, alertando ainda que, caso o acordo seja desfavorável, terá de desembolsar mais dinheiro ao Tesouro.

Desde 2013, os dois lados debatem sem acordo sobre quem deve a quem. Desde 2018, o governo sinaliza que será favorável à empresa. / FERNANDA NUNES e REUTERS

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