Petrobras poderá entrar no segmento de distribuição de gás

A Petrobras poderá entrar no mercado de distribuição de gás de cozinha (GLP). Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, José Tavares, a autorização constará na nova regulamentação das regras de distribuição e revenda de GLP. A expectativa do secretário é que ainda semana o texto final da portaria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) com a nova regulamentação seja divulgado para consulta pública. Com a possibilidade de entrada da Petrobras neste mercado, o governo quer aumentar a concorrência entre as empresas que participam deste setor, o qual tem fortes indícios de prática de cartel. Tavares explicou que as regras atuais impedem a estatal, que é fornecedora do produto no País, de atuar também na distribuição. O secretário deixou claro, no entanto, que caberá à empresa a decisão de abrir ou não uma distribuidora de GLP. As novas regras também vão estimular que distribuidoras entrem no mercado de importação de GLP. Tavares, no entanto, reconheceu a dificuldade de concorrência com a Petrobras. "A Petrobras pela sua dimensão é muito eficiente na venda do suprimento do produto. Não é fácil importar GLP a um preço mais baixo do que o dela", admitiu.ProjetosO diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, disse hoje que a estatal deve concluir "em breve" a negociação para a aquisição de parte do capital acionário da Gasmig, distribuidora de gás natural em Minas Gerais. A intenção da estatal é adquirir 25% do capital, hoje totalmente concentrado nas mãos da Centrais Elétricas de Minas Gerais. Segundo Ildo Sauer, a negociação agora está nas mãos do Unibanco e do Banco do Brasil, que estão representando as empresas para o acero dos valores finais. Ele afirmou que o Brasil avançou "consideravelmente" nas negociações com a Bolívia sobre a questão polêmica do contrato de compra e venda do gás natural. "Pela primeira vez eles aceitaram estudar a nossa proposta. Até então eles vinham recusando sistematicamente aceitar qualquer discussão sobre os termos do contrato", afirmou. As principais cláusulas que o governo brasileiro quer alterar são o preço atrelado ao dólar e a obrigatoriedade do "take or pay", cláusula que estabelece que o Brasil pague por um volume pré-estipulado, mesmo que não haja consumo. O diretor da Petrobras também destacou que o primeiro parque eólico da Petrobras, anunciado hoje para ser instalado no Rio Grande do Norte até o final do ano, é um marco que demonstra a intenção da estatal em aumentar seus investimentos na área de energias renováveis.

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