Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Petrobrás poderá gastar até R$ 28 mi para remunerar executivos

Valor é cerca de 40% superior ao previsto no último ano, mesmo com a reestruturação da companhia

Antonio Pita, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2016 | 20h59

RIO - A Petrobrás poderá desembolsar até R$ 28,8 milhões para pagar salários e benefícios a diretores e conselheiros de administração. O valor foi aprovado nesta quinta-feira, 28, pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) com acionistas da empresa. O valor é cerca de 40% superior ao previsto no último ano, mesmo com a extinção de um cargo de diretoria após a reestruturação administrativa da companhia.

De acordo com os representantes da estatal, a alta dos custos com remuneração se deve à inclusão, no montante, de benefícios de "quarentena"  - período de seis meses em que os diretores executivos são proibidos de assumir cargos em outras empresas. Apenas o valor da quarentena é estimado em R$ 8,3 milhões - o benefício não era previsto no último ano.

A companhia também indicou que a alta nos vencimentos previstos se deve ao reajuste acumulado do IPCA nos últimos 12 meses até março - registrado em 9,39% pelo IBGE.

Em 2015, o volume total desembolsado pela companhia a título de remuneração foi de R$ 19,5 milhões, conforme decisão da última AGO. Para esse ano, o volume total é de R$ 28,8 milhões. Desse total, cerca de R$ 2,6 milhões serão destinados ao pagamento dos conselheiros de administração, que não tem direito à verba de quarentena.

Para diretores e presidente da estatal, portanto, a verba de remuneração ficou em R$ 26,143 milhões, sendo R$ 8,3 milhões referentes ao benefício da quarentena, conforme estabelecido pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest). No último ano, a companhia tinha sete diretores executivos. Com a reestruturação administrativa, aprovada em março pelo conselho de administração, a área de gás e energia foi extinta e suas atribuições distribuídas nas outras diretorias.

Ainda assim, o volume total de remuneração prevista para os diretores e o presidente da companhia em 2016 chega a R$ 2,5 milhões - uma alta de 19,5% em relação a 2015.

Questionado, o diretor financeiro Ivan Monteiro afirmou que não houve reajuste salarial para os executivos. Ele afirmou que o volume se refere ao teto de desembolso previsto pela estatal, o que não significa que todo o montante será efetivamente pago aos diretores.

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