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Petrobrás prepara lançamento da licitação de sondas do pré-sal

Estatal programa para a próxima semana início da licitação de 28 navios-sonda de perfuração para a exploração

Denise Luna, da Reuters,

07 de outubro de 2009 | 15h35

Depois de prometida para setembro, a licitação de 28 sondas pela Petrobrás para o pré-sal será lançada na próxima semana, disse nesta quarta-feira, 7, o diretor de Serviços da estatal, Renato Duque. A previsão é de que a primeira sonda seja entregue em 48 meses após a assinatura do contrato. O prazo para as demais entregas variam até 2017, quando começa a produção em maior escala do pré-sal.

 

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O primeiro pacote será formado de sete navios-sonda de perfuração, como estava programado, sendo que no total as primeiras duas unidades terão que ter 55 por cento de conteúdo nacional; as terceira e quarta unidades 60 por cento; e as três restantes 65%.

 

"Serão sete unidades no primeiro pacote porque permitem a instalação de um novo estaleiro no país, por causa da escala", disse Duque a jornalistas após encontro com a imprensa para comemorar os 56 anos da companhia, completados em 3 de outubro. "Tem que ter mais um estaleiro para atender o plano", alertou o executivo, referindo-se ao plano de negócios da companhia que prevê investimento de US$ 174,4 bilhões até 2013.

 

Para ampliar a demanda nacional e estimular o crescimento da indústria local, Duque informou que será exigido conteúdo mínimo para os equipamentos de perfuração dos navios. Nas duas primeiras unidades a exigência será de 20 por cento; nas duas seguintes, 40%; e nas últimas 50%. "Ao término das sete primeiras sondas a indústria nacional estará capacitada a partir dos 50% nesse equipamento", explicou Duque.

 

A Petrobrás será operadora e proprietária de 8 sondas do pacote total. As outras 20 serão operadas pelos operadores de mercado, informou Duque. O segundo pacote, que será lançado simultaneamente, visa a contratação de mais duas sondas que deverão ser feitas por dois estaleiros diferentes no Brasil, para que a entrega seja em 40 meses.

 

"O terceiro pacote será tradicional de afretamento das sondas restantes (19), mas com condicionante de também ser produzido no país", disse o executivo.

 

O executivo informou ainda que, ao contrário do esperado, os preços dos equipamentos no mercado internacional não estão menores do que o previsto no Plano de Negócios da companhia 2009-2013, e por isso o valor do investimento não deve ser alterado. "Já estamos trabalhando no plano 2010-2014", lembrou Duque, afirmando que o próximo plano com certeza terá números maiores do que o anterior porque aumentaram os projetos da empresa.

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