Petrobrás prepara plano de demissão voluntária para 2016

Oficialmente, a Petrobrás nega que esteja previsto um segundo PIDV, mas a empresa busca enxugar os seus gastos

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

22 Dezembro 2015 | 06h07

RIO - O ano de 2016 vai ser de mais enxugamento do quadro de funcionários da Petrobrás. Mas, dessa vez, o foco serão os empregados concursados e não mais os terceirizados, desligados em massa ao longo deste ano, segundo executivo da empresa, que não quis se identificar. A empresa abriu mais uma oportunidade para 610 funcionários que chegaram a se inscrever no Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) lançado há dois anos, porém, desistiram.

Esse grupo de empregados desistentes é o atual foco da companhia. Para eles, foi lançada uma segunda fase do PIDV de 2014, aberta até ontem. Apenas quem já havia se inscrito podia se candidatar. Os demais vão ter que esperar pelo lançamento do segundo plano de desligamento. Segundo a Petrobrás, 7.634 empregados aderiram ao programa, dos quais 5.674 já deixaram a empresa e 1.350 vão sair até junho de 2017.

Oficialmente, a Petrobrás nega que esteja previsto um segundo PIDV para o ano que vem. Mas, segundo a fonte, como não há como reduzir mais o quadro de terceirizados, no ano que vem, a direção da empresa vai trabalhar para diminuir o número de concursados. As mudanças vão ser um desdobramento da reestruturação interna que está sendo conduzida pela diretoria e periodicamente apresentada ao conselho de administração.

Endividamento. O último PIDV da Petrobrás foi lançado em janeiro de 2014, quando a petroleira já lutava contra o alto endividamento e demonstrava preocupação em ajustar suas finanças, mas ainda não estava afundada na crise como agora. Os problemas de caixa se agravaram à medida que avançou a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e também que o dólar se valorizou em comparação ao real, ampliando a sua dívida.

Em um primeiro momento, a ideia era apenas reduzir os custos operacionais. Mas, diante da estratégia de administração do atual presidente, Aldemir Bendine, de construir uma “nova Petrobrás”, mais enxuta e com foco na exploração e produção de petróleo e gás, o PIDV ganhou relevância.

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