Petrobrás pressiona empregados por acordo trabalhista e quer pagar até o Natal

Estatal não abre mão de implementar um regime opcional de redução da jornada de oito para seis horas diárias, com redução proporcional do salário

Fernanda Nunes, Broadcast

08 de dezembro de 2016 | 15h56

RIO - A Petrobrás recorreu às festas de fim de ano para tentar pressionar os empregados a aceitar a proposta de reajuste salarial de 6% retroativo a setembro e mais 2,8% a partir de fevereiro, não retroativo. Em texto divulgado em sua rede interna nesta quarta-feira, 7, a empresa incentiva os funcionários a aprovar o acordo trabalhista deste ano até o dia 14 de para que o aumento saia antes do Natal.

"A intenção da companhia é realizar o pagamento dos valores retroativos a setembro antes do feriado de Natal, dia 23 de dezembro. Para isso, é necessário que a proposta seja aprovada nas assembleias e que a assinatura do acordo pelos sindicatos ocorra até o dia 14 de dezembro. Caso algum sindicato não assine até esta data, limite para fechar a folha de pagamento, só haverá possibilidade de receber o retroativo a partir de janeiro", afirma a empresa.

A estatal destaca que não abre mão de implementar um regime opcional de redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias, com redução proporcional do salário. E ressalta que este é um dos impasses do acordo, porque a representante da maioria dos empregados, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), não está disposta a aceitar a proposta.

Mas, segundo a estatal, cinco sindicatos da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que responde por um número menor de funcionários, estariam com assembleias marcadas para definir o acordo e tendem a aceitar as condições negociadas até então.

"Em números gerais, nas primeiras assembleias, a proposta vem sendo aprovada pela categoria. É importante que neste momento os empregados conheçam a última e definitiva proposta da companhia, fiquem atentos à data de realização de assembleias em suas unidades e compareçam para votar", traz o texto.

A FNP, no entanto, nega a informação. Em sua página na internet, a federação afirma que as assembleias ainda não foram concluídas e que o resultado parcial não foi divulgado para a companhia. "Em vez disso, a Federação indicou aos sindicatos filiados que rejeitem a quarta proposta apresentada pela Petrobrás", informou a Federação.

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