Petrobras pretende adquirir empresas distribuidoras

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou a insinuar nesta sexta-feira que a empresa pretende conquistar uma nova fatia no mercado nacional de distribuição adquirindo empresas.A sinalização neste sentido já havia sido dada por Gabrielli em teleconferência realizada na última quarta-feira para detalhar o planejamento estratégico a analistas estrangeiros.Na ocasião, um analista questionou Gabrielli sobre os motivos do incremento de 131% nos investimentos da BR Distribuidora, de US$ 900 mil para US$ 2,2 bilhões. O presidente da estatal respondeu então que haviam distribuidoras disponíveis no país entre as 170 existentes."Disse e volto a dizer, que estamos estudando formas de aumentar a participação da empresa neste segmento. São várias possibilidades, existem algumas (distribuidoras) disponíveis", afirmou nesta sexta-feira em rápida entrevista ao ser abordado por jornalistas na saída de evento na Associação Brasileira de Letras (ABL).A Petrobras firmou hoje convênio para investir R$ 1,8 milhão na manutenção da biblioteca da ABL por um ano.Empresas russasGabrielli disse hoje que a estatal continua mantendo negociações com empresas russas para troca de experiências e tecnologia na área de infra-estrutura de gás natural. Indagado por jornalistas sobre o avanço destas negociações, o executivo mencionou que se trata apenas de um namoro. "Um namoro das antigas. Ainda não peguei na mão, não dei beijo ou levei para a cama", afirmo em rápida entrevista em evento na ABL.Ao ser questionado novamente por jornalistas sobre uma eventual parceria entre a estatal e a Companhia Espanhola Petróleos (Cepsa) para o setor de refino de petróleo, conforme havia informado hoje o jornal espanhol Expansión, Gabrielli apenas meneou a cabeça: "não tem nada a ver".O presidente da estatal também se esquivou de fazer qualquer comentário sobre a negociação em andamento com a Bolívia sobre preços do gás natural. "Estão ocorrendo negociações técnicas", afirmou por pelo menos três vezes seguidas, ao ser interpelado pela imprensa sobre o tema.Ele ainda argumentou que o fato de o preço do Gás Natural Liquefeito (GNL) estar caindo nos últimos meses no mercado de referência norte-americano, não tem qualquer relação ou pode influenciar as negociações. "Não existe mercado de gás natural no mundo. O único existente é o de GNL, que representa 15% do gás negociado no mundo todo. Os outros 85% são transportados por meio de gasodutos e possuem contratos bilaterais com preços previamente estabelecidos e que envolvem a infra-estrutura logística do negócio", explicou.

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