Petrobras prevê investir até US$ 1 bilhão na Bolívia

Os investimentos da Petrobras na Bolívia podem atingir a cifra de US$ 1 bilhão nos próximos anos, segundo acordo assinado hoje pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Bolívia, Evo Morales. O texto fala em aportes entre US$ 750 milhões, valor que havia sido divulgado anteriormente, e US$ 1 bilhão, que serão divididos pela estatal e seus sócios e dependem da evolução dos trabalhos de exploração nos campos operados pela companhia no país.Os primeiros investimentos previstos são de pouco menos US$ 300 milhões: US$ 260 milhões serão aplicados na expansão da produção do campo de San Alberto e US$ 36 milhões na perfuração de um poço no campo de Ingre, onde ainda não há produção. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, voltou a afirmar que os novos contratos aprovados pelo Congresso boliviano garantem a atratividade de novos investimentos.Petrobras e a estatal local YPFB se comprometeram ainda a buscar reservas em três áreas exploratórias na Bolívia, em operação que pode culminar com a criação de uma empresa mista entre as duas estatais. Os acordos assinados hoje prevêem ainda a retomada dos estudos sobre a construção de um pólo gás-químico pela Braskem, desta vez em parceria com a YPFB. "É o primeiro projeto de industrialização do gás", comemorou Morales, citando uma das principais bandeiras de seu governo.Se concluído, o pólo usará etano, fração líquida extraída junto ao gás natural. A Petrobras se comprometeu ainda a treinar pessoal boliviano do setor de petróleo e gás. Ao todo, foram assinados nove acordos, incluindo áreas como educação, agricultura e transportes - no qual o Brasil se comprometeu a construir uma ponte ligando o Acre ao território boliviano.Lula afirmou ainda que o Brasil estuda mecanismos para financiar a construção de estradas na Bolívia, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Financiamento às Exportações (Proex). "Vamos construir uma fórmula que permitirá a Bolívia financiar a longo prazo e sem riscos obras de infra-estrutura vitais", disse o presidente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.