Petrobrás prevê reajustes mais frequentes da gasolina em 2015

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Petrobrás prevê reajustes mais frequentes da gasolina em 2015

Para melhorar o caixa, empresa aposta emaumentos menores,mas mais regulares, no próximo ano

FERNANDA NUNES, ANTONIO PITTA, MARIANA DURÃO, ANDRÉ MAGNABOSCO, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2014 | 02h02

A Petrobrás projeta para 2015 um ano de reajustes mais tímidos, porém, mais frequentes. A indicação foi dada ontem pela presidente da estatal, Graça Foster, durante apresentação para explicar atrasos na divulgação do resultado financeiro do terceiro trimestre. Neste ano, o governo autorizou um único aumento para a gasolina e o diesel, de 3% e 5%, respectivamente. Em 2013, os preços foram reajustados três vezes.

Com mais aumentos de preços de combustíveis, Graça espera engordar o caixa e fazer frente à necessidade de investimento da empresa. Outra alternativa é dar continuidade ao programa de venda de ativos que não são considerados estratégicos. Na semana passada, a empresa anunciou a venda de sua subsidiária no Peru, o que elevou o total arrecadado com desinvestimentos a US$ 8,9 bilhões, ou mais de 80% da meta até 2018, de US$ 11 bilhões.

No curto prazo, a expectativa da companhia é que a desvalorização do barril de petróleo no mercado internacional também ajude a reunir recursos. "Um brent (tipo de petróleo negociado na Bolsa de Londres) mais baixo e um real mais depreciado fazem diferença na geração de receita", disse Graça. Como a Petrobrás é importadora de petróleo e de derivados, a queda do preço do barril ajuda a reduzir os seus custos.

Mas, já em 2015, o volume exportado deve ser maior do que o importado e a desvalorização do barril não será mais benéfica à companhia. A aposta da empresa é que o barril feche, em média, em US$ 105 em 2014 e, em 2018, caia para US$ 85. As projeções de novos patamares de preço farão parte do plano de negócios que será divulgado entre maio e abril do ano que vem.

Caixa. Durante teleconferência com analistas, o diretor financeiro, Almir Barbassa, garantiu que a Petrobrás inicia 2015 "com volumes elevados de caixa", condizentes com a sua necessidade de investimento. "Temos trabalhado com volumes muito elevados de caixa que nos dão um período bastante longo e superior a até seis meses de operação sem necessidade de acessar nenhum mercado de dívidas", afirmou. No próximo ano, segundo ele, o endividamento deverá ser inferior ao da média dos anos anteriores.

No lado operacional, a Petrobrás apresentou números inferiores aos estimados inicialmente, mas, segundo o diretor de Exploração e Produção, José Formigli, o esperado é que a produção volte a crescer a partir de dezembro deste ano, com a entrada de novas plataformas e interligação de poços produtores.

A Petrobrás reviu para 5,5% a 6% o crescimento da produção de petróleo e gás em 2014, comparado ao ano anterior. A meta anterior era de 7,5%. Formigli enumerou três motivos para explicar a revisão da meta: atrasos na entrega de plataformas, em licenciamentos e interligação de poços.

Durante todo o ano, a empresa sustentou que conseguiria alcançar a meta de 7,5% e, somente às vésperas do fim do ano e passadas as eleições, admitiu que o porcentual não poderia ser atingido.

O desempenho só não foi pior porque foram produzidos no pré-sal volumes superiores ao esperado, principalmente a partir do segundo semestre. Ao todo, apenas no terceiro trimestre deste ano foram produzidos 2,09 milhões de barris por dia, 8,6% mais do que em igual período de 2013. As principais contribuições vieram dos campos de Roncador, Parque das Baleias e Lula Nordeste.

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