Petrobras: procura por ações é fraca

Até sexta-feira passada, penúltimo dia do prazo original para a compra ações da Petrobras com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a Caixa Econômica Federal (CEF) havia captado um terço do que projetava conseguir nos Fundos Mútuos de Privatização (FMPs). De acordo com o diretor de administração de recursos de terceiros da CEF, Jorge Luiz Ávila, o banco esperava captar cerca de R$ 1,5 bilhão.O executivo acredita, no entanto, que nesta última semana haverá uma grande procura pelas ações. Isso deverá melhorar significativamente o desempenho dos Fundos Mútuos de Privatização (FMPs), mas prefere não projetar o volume a ser atingido. Na opinião de Ávila, fatores negativos como os vazamentos de óleo da Petrobras e o desempenho fraco das bolsas de valores afastaram os potenciais compradores das ações da estatal nas últimas semanas.O administrador de fundos da Máxima Asset Management, Paulo Rezende, diz que a corretora está decepcionada com a procura pelo investimento nesta semana. "Na semana passada tivemos um bom aumento na procura, mas esta semana quase não recebemos consultas." O executivo explica que a Máxima projetava captar R$ 10 milhões em seus fundos de ações de Petrobras. O comportamento dos investidores, no entanto, já está apontando para um número bem menor. "Temos 153 adesões o que, numa média de R$ 10 mil por investidor, dá cerca de R$ 1,5 milhão", diz.Para o asessor do BNDESPar, o órgão de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Furtado, a adesão, até a sexta-feira de 150 mil pessoas aos FMPs e a captação de R$ 900 milhões são números satisfatórios. Segundo Furtado, o prazo para a venda das ações da Petrobras com recursos do FGTS não foi estendido porque o número de operações estava insuficiente, mas sim para dar a oportunidade de participação a um número maior de trabalhadores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.