Petrobras puxa alta da Bovespa em dia de VisaNet e medidas fiscais

Uma conjunção de fatores positivos garantiu o viés de alta no mercado acionário brasileiro nesta segunda-feira, com a estréia bemsucedida da VisaNet ocupando os holofotes. O Ibovespa, especificamente, encontrou suporte no petróleo, em Wall Street e nas medidas fiscais de estímulo à economia do Brasil.

PAULA LAIER, REUTERS

29 de junho de 2009 | 17h56

O principal índice da bolsa brasileira fechou com acréscimo de 1,27 por cento, a 52.137 pontos.

O volume financeiro do pregão somou 6,39 bilhões de reais --com destaque para os papéis da VisaNet, que lideraram o giro, com 2,88 bilhões de reais negociados.

"Como era esperado, VisaNet atraiu todas as atenções na abertura", disse o gerente de renda variável de uma corretora do Rio, que preferiu não ser identificado. "O papel abriu a 17 reais, mas com ordens de compra até acima disso", acrescentou o operador de um corretora em São Paulo, que também pediu anonimato.

Após abrir a 17 reais, em alta de 13,33 por cento, chegando a bater a máxima de 17,35 reais, o papel terminou negociado a 16,77 reais, com valorização de 11,80 por cento.

A concorrente Redecard, por sua vez, viu seus papéis entre as maiores perdas do Ibovespa, com recuo de 4,32 por cento, a 31 reais.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VisaNet foi o maior da história do mercado brasileiro e o maior do mundo no último ano, levantando 8,4 bilhões de reais.

O gerente de operações de renda variável de outra corretora na capital paulista classificou a estreia de "muito bemsucedida", destacando que respondeu por quase metade do giro da bolsa. "O papel abriu com mais de 10 por cento de alta, caiu um pouco por causa dos 'flipers' (investidores que compram no IPO para revender na estreia) e voltou aos níveis da abertura."

Vale notar, contudo, que o papel não faz parte do Ibovespa e, neste caso, o principal suporte veio das commodities, em especial o petróleo, que subiu 3,37 por cento, a 71,49 dólares. Tal desempenho beneficiou o papel da Petrobras, cuja preferencial ganhou 2,48 por cento, a 33,05 reais.

A alta dos metais ajudou Vale, embora em menor magnitude, uma vez que a ação valorizou-se apenas 0,66 por cento, a 30,30 reais.

No início da tarde, o governo anunciou e prorrogou uma série de medidas fiscais de estímulo à economia, o que favoreceu vários setores e refletiu em papéis na bolsa.

A redução do IPI sobre automóveis e linha branca foi estendida e foi divulgado que a TJLP será reduzida de 6,25 para 6 por cento ao ano, entre outras medidas.

Os papéis do setor siderúrgico apareceram entre os beneficiados com maior participação na alta do Ibovespa, com as preferenciais de Usiminas apreciando-se 3,75 por cento, a 42,90 reais, e as da Gerdau avançando 2,06 por cento, a 20,82 reais.

Também sob efeito do anúncio do governo, as construtoras estiveram entre as maiores altas, com Cyrela liderando, com ganho de 4,28 por cento, a 14,85 reais. Rossi, na sequência, subiu 3,99 por cento, a 8,35 reais, e Gafisa, na sexta posição, apreciou-se 3,57 por cento, a 16,25 reais.

Em Wall Street, as bolsas chegaram a hesitar nos primeiros negócios, mas firmaram trajetória positiva, referendado os ganhos locais.

O impacto do petróleo nos papéis do setor de energia e um clima mais otimista com a economia norte-americana ampararam as altas. Apesar de mais curta, a semana nos Estados Unidos traz dados importantes, como a criação de empregos na quinta-feira.

O Dow Jones subiu 1,08 por cento e o S&P 500 teve acréscimo de 0,91 por cento.

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