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Petrobras quer dobrar capacidade de refino em 5 anos

Investimento de US$ 40 mi pode garantir uma produção adicional de até 6 milhões de metros cúbicos por dia

Alaor Barbosa e Leonardo Goy, da Agência Estado,

07 de novembro de 2007 | 19h54

O primeiro resultado da reaproximação entre Petrobras e Bolívia deve ser a ampliação da capacidade do campo de gás de San Antonio, o maior do país, que hoje produz cerca de 12 milhões de metros cúbicos por dia. O projeto de ampliação já foi desenhado pela estatal e seus sócios, mas está suspenso desde a nacionalização das reservas bolivianas de petróleo e gás, em 2005. O investimento, de pelo menos US$ 40 milhões, pode garantir uma produção adicional de até 6 milhões de metros cúbicos por dia. San Antonio está próximo do limite de sua capacidade de processamento de gás, de 13,4 milhões de metros cúbicos por dia, que deve ser atingida com a conclusão de um quinto poço no local, prevista para o fim do ano. O projeto de ampliação prevê a perfuração de mais três poços produtores e a construção de uma nova unidade de processamento, instalação que separa o gás do óleo extraídos dos poços. O sistema de transporte aos principais entroncamentos de dutos bolivianos já foi concebido com capacidade adicional. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não mencionou a ampliação do campo de San Antonio, mas disse que os novos investimentos da Petrobras na Bolívia não incluem a expansão do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), que hoje tem capacidade para transportar 30 milhões de metros cúbicos de gás natural. Segundo ele, a estatal não prevê "neste momento" ampliar o duto. Ele disse que o objetivo dos investimentos é permitir que a Bolívia cumpra o compromisso de entregar os 30 milhões de metros cúbicos diários de gás ao Brasil até 2019, como previsto em contrato.  "Todo campo de gás e de petróleo declina. Para manter o nível da produção, você precisa investir para manter a potência do campo, ou para descobrir novos campos. Assim, para manter o nível de 30 milhões de metros cúbicos por dia são necessários novos investimentos em novos campos e em novas tecnologias", disse Gabrielli, após participar do Encontro Nacional do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural. Segundo fontes próximas à indústria de petróleo boliviana, o projeto de ampliação do campo de San Antonio está na linha de frente das discussões entre a Petrobrás e a YPFB. A Bolívia necessita urgentemente ampliar sua produção de gás para cumprir os compromissos com Brasil e Argentina, além de garantir o abastecimento interno do combustível. "É o projeto que pode garantir bons volumes de gás em um prazo mais curto", diz um observador. Especialistas estimam que o novo volume de gás de San Antonio possa chegar ao mercado um ano após o início das obras.  Negociações Segundo a YPFB, um grupo de trabalho formado por técnicos das duas empresas começa a se reunir na próxima semana para preparar o acordo que será assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales em 12 de dezembro. Gabrielli terá nova reunião com o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, entre 26 e 30 deste mês, e dará os retoques finais no acordo.  Espera-se, ainda, que Petrobras e YPFB anunciem parcerias em áreas exploratórias em território boliviano. A YPFB tem um conjunto de blocos com potencial de reservas e pode buscar parceiros para dividir o risco e agregar experiência. Uma fonte observa que a Petrobras tem interesse em, pelo menos, garantir a renovação do contrato atual de exportação da Bolívia, que vence em 2019. "Todas as projeções do Brasil contam com os 30 milhões de metros cúbicos por dia importados daqui." Um executivo lembra que, além da expansão de San Antonio, as negociações podem agregar o início da produção no campo de Itaú, que poderia ser conectado às atuais instalações. Itaú é operado pela francesa Total – sócia da Petrobrás em San Antonio, com a espanhola Repsol – e estudos indicaram que é uma extensão das reservas operadas pela estatal brasileira.

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