Petrobras quer evitar greve, mas diz estar preparada

Funcionários afirmam que podem iniciar greve a qualquer momento, após o dia 5

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h48

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta terça-feira, 19, que a diretoria da estatal está negociando com os petroleiros para tentar evitar uma greve, mas não descarta a possibilidade de a paralisação ocorrer. "Essas negociações em torno do plano de carreira dos funcionários já se estendem por três anos e esperamos poder evitar uma greve", disse Gabrielli, após participar de seminário sobre energia em Londres. "Mas estamos preparados para enfrentar uma paralisação, se ela ocorrer."Na segunda-feira, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que pode iniciar uma greve de cinco dias a qualquer momento, após 5 de julho.Gabrielli observou que uma paralisação sempre é negativa e o objetivo da empresa "é minimizar o impacto sobre a produção." O presidente da estatal também foi questionado por jornalistas sobre os atrasos nas metas de aumento de produção de petróleo. Segundo ele, esses atrasos ocorreram, principalmente, devido à demora de novas unidades de produção em funcionamento. O presidente da estatal salientou, porém, que até o final do ano a Petrobras adicionará uma capacidade de 540 mil barris por dia. "Até o final de dezembro deste ano a produção de óleo da Petrobras vai superar os 2 milhões de barris por dia", disse. Atualmente a produção é de cerca de 1,78 milhão de barris por dia.

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