Petrobras quer licitar pacote de plataformas em agosto

Além da megaencomenda de navios, embarcações de apoio e sondas de perfuração, lançada hoje em Niterói (RJ), a Petrobras pretende lançar a partir de agosto deste ano uma licitação para um pacote de plataformas de produção, que serão destinadas a atender ao que vem sendo chamado de pólo da camada pré-sal - localizada em área ultraprofunda, abaixa do leito marinho - na Bacia de Santos. O pólo, segundo o gerente executivo de Exploração e Produção da estatal, José Antônio de Figueiredo, inclui os campos de Tupi, Júpiter e os blocos contidos no prospecto de Pão de Açúcar (Carioca, Parati, Bem-Te-Vi, Guará e Caramba). A idéia, segundo ele, é simplificar os sistemas de modo a acelerar o início da produção nas áreas. Até o momento ainda não há um cálculo sobre quantas plataformas serão necessárias. Este pacote será incluído na revisão do plano de investimentos da companhia, que será lançado em setembro deste ano."Inicialmente vamos contratar FPSO (navios-plataforma que prevêem a produção e estocagem do óleo e gás), mas posteriormente estamos buscando soluções específicas para cada campo", disse Figueiredo.A área em estágio mais avançado, segundo o diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, é a de Tupi, para a qual já ocorreu a contratação de um navio-plataforma para o desenvolvimento do Teste de Longa Duração (TLD), que começará a operar em março de 2009, produzindo entre 10 mil e 20 mil barris de óleo por dia. Para este TLD, segundo o diretor, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) autorizou que haja a queima do gás equivalente à produção, que deverá ser de 500 mil metros cúbicos por dia. "Somente com este teste teremos de fato qual o volume a ser produzido, qual o tipo de óleo e identificação de maiores detalhes sobre a área", disse Estrella.Em agosto, a estatal receberá as propostas para a licitação de contratação do navio-plataforma que vai explorar o campo de Tupi, produzindo 100 mil barris por dia a partir de 2011. Também já foram licitados segundo ele, a aquisição de equipamentos e instalação de dutos que levarão o gás produzido em Tupi para o campo de Mexilhão, também na Bacia de Santos. A previsão é de que inicialmente serão transportados neste gasoduto cerca de três milhões de metros cúbicos diários.

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