Paulo Whitaker/ Reuters
Paulo Whitaker/ Reuters

Petrobrás quer se desalavancar

O plano é prosseguir com o movimento de troca de papéis que pagam juro mais alto por novos com taxas mais baixas

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2019 | 05h00

A Petrobrás, que por vários anos recheou a carteira de investidores que compram bonds no mercado de dívida externa, pretende deixar de captar dinheiro novo com emissão desses papéis lá fora nos próximos dois anos. Isso não significa, no entanto, que a petroleira abandonará esse mercado. Na verdade, o plano é prosseguir com o movimento de troca de papéis que pagam juro mais alto por novos com taxas mais baixas. Ou seja, os investidores terão a oportunidade de continuar com bonds da Petrobrás em suas carteiras, mas não conseguirão aumentar sua exposição, já que as emissões novas devem ser do mesmo valor financeiro dos bonds que pretendem retirar do mercado. A principal intenção da Petrobrás é desalavancar ao máximo a companhia.

Frequente. Durante vários anos até 2015, a Petrobrás anualmente emitia cerca de US$ 10 bilhões em bônus, fazendo dela o principal papel na carteira de investidores de títulos de dívida de emergentes. Sua presença no mercado de dívida externa diminuiu após o escândalo da Lava Jato e, no atual governo, houve claramente uma mudança de estratégia de captação com bonds no exterior. Nas duas emissões feitas pela empresa com o País sob a tutela de Jair Bolsonaro, em março de US$ 3 bilhões e em setembro de US$ 4,1 bilhões, os recursos levantados foram suficientes apenas para realizar a recompra de bonds que estavam em circulação. Procurada, a Petrobrás não retornou.

Tudo o que sabemos sobre:
Petrobrás

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.