Petrobras quer ser uma multinacional

Para expandir seus negócios, a Petrobras iniciou uma estratégia de crescimento há seis meses, abrindo negócios, na área industrial, na Argentina, Colombia, Bolívia, Venezuela e Nigéria. No segmento financeiro, conquistou milhares de acionistas estratégicos, nos Estados Unidos e Europa, para quem vendeu US$ 4,5 bilhões de ações de controle e iniciou a venda de papéis no pregão da Bolsa de Nova York. Segundo o presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul, até 2005 a empresa vai investir US$ 4,6 bilhões em diversos países e alcançar a meta de produção de 300 mil barris/dia fora do Brasil. O patamar atual está em 70 mil barris/dia no exterior.A decisão de explorar outras fronteiras é estratégica: cria opções de faturamento e a prepara para concorrer. Em comparação com as gigantes - Shell, Britsh Petróleum (BP), Amoco, Exxon, Texaco, Enron, Elf Aquitaine - a Petrobras é considerada empresa média, a 14.ª no ranking mundial.Não dá para concorrer com as grandes, mas Reichstul avalia ter dado um salto espetacular, com a venda de US$ 4,5 bilhões de ações ordinárias (ON, com direito a voto) para investidores estrangeiros. "Esse é um avanço importante para internacionalizar a empresa", da qual se diz um entre os 500 mil novos acionistas brasileiros. E, como em Nova York, a ação também apresentou valorização no Brasil. Quem comprou com recursos do FGTS e desconto de 20%, já lucrou 65% e viu seu dinheiro saltar de R$ 34,40/ação para R$ 58,00.

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