Petrobras queria aumento maior da gasolina, diz Lobão

Segundo o ministro, o 'governo que dirige a Petrobras e o governo se preocupa com o bolso do povo'

Leonardo Goy, da Agência Estado,

30 de abril de 2008 | 19h29

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira, 30, que, nas negociações com o governo, a Petrobras pediu reajuste nos preços dos combustíveis em porcentuais superiores aos que foram anunciados esta tarde. Lobão, porém, não informou o porcentual pedido pela estatal. "A Petrobras, como qualquer empresa, queria mais. Mas acatou a decisão a que chegamos", disse.  Veja também:Petrobras anuncia reajuste de 10% na gasolina a partir desta 6ªReajuste dos combustíveis pode não chegar aos postosÁlcool ou gasolina? Calcule a opção mais econômica Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação Preço do petróleo em alta Entenda a crise dos alimentos no mundo  Entenda os principais índices de inflação   Lobão lembrou que, como a Petrobras é uma empresa de capital aberto, a empresa poderia aumentar os preços sem dar satisfação a ninguém. "Mas é o governo que dirige a Petrobras e o governo se preocupa com o bolso do povo", afirmou. Segundo ele, a atuação do governo nesse episódio foi "uma ingerência benéfica".  O ministro disse ainda que a idéia de reduzir a alíquota da Contribuição de Intervenção sob Domício Econômico (CIDE) para amortecer o impacto do aumento dos combustíveis pela Petrobras foi do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, a intenção do governo é de manter a Cide sobre os combustíveis com os porcentuais reduzidos. Lobão afirmou que ao analisar a situação da Petrobras, todos no governo demonstraram com a preocupação com a inflação e também a necessidade de a estatal fazer frente ao aumento de seus custos. "Discutimos ontem que era preciso apurar direitinho se havia mesmo essa necessidade por parte da Petrobras", disse.  Segundo ele, a Petrobras argumentou que estava há dois anos e meio sem reajuste e que, nesse período, seus custos subiram 100% pois seus fornecedores acompanham o preço do petróleo no mercado mundial. Lobão lembrou que a Petrobras precisa realizar pesados investimentos nos próximos anos e, para isso, teria que garantir receita. "E temos de fazer isso sem afetar o bolso do povo", disse. O ministro disse ainda que a gasolina não deve ter um novo aumento este ano.

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