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Petrobras reajusta preço da gasolina para refinaria

A Petrobras vai realizar um reajuste médio de 9,39% no preço da gasolina vendida em suas refinarias a partir da zero hora do próximo sábado, 16 de março. A estatal lembra que a última alteração foi anunciada em 27 de fevereiro passado, passando a vigorar a partir de 2 de março. Desde então, a gasolina apresentou altas diárias sucessivas em todos os mercados mundiais, segundo a empresa. "Nesta última segunda-feira, as cotações da gasolina fecharam nos níveis mais altos dos últimos cinco meses, acumulando em 13 dias aumentos de 22% a 32% nos principais mercados." A Petrobras diz ainda que a valorização do real e a existência de um valor definido em reais por litro para a Contribuição Sobre Intervenção do Domínio Econômico (Cide) permitiram que o aumento relativo do preço na refinaria fosse inferior a esses percentuais. Com o ajuste a ser praticado a partir do próximo dia 16, o preço médio da gasolina nas refinarias fica ainda 15,7% menor que o praticado em dezembro de 2001, de acordo com a Petrobras. A companhia também explicou que, desde 1º de janeiro, os preços oscilam de acordo com o mercado, sendo influenciados pelas variações das cotações de petróleo e seus derivados, da taxa cambial e demais fatores concorrenciais.Impacto para consumidor deverá ser de 7,5%O governo está acompanhando com naturalidade o aumento de 9,39% no preço da gasolina nas refinarias anunciado pela Petrobrás. O impacto para o consumidor deverá ser de 7,5%. Segundo um técnico do governo, o reajuste é natural e acompanha as oscilações do mercado. "O preço do petróleo subiu e a gasolina aumentou mais ainda no mercado internacional", explicou o técnico.O reajuste anterior, de 2,2%, passou a vigorar no dia 2 de março, depois de ter sido suspenso por duas semanas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com o técnico não há uma periodicidade definida para esses reajustes, podendo ser a cada 15 dias ou mesmo semanalmente. "Isso assusta uma pouco porque o País não está acostumado com o mercado livre, mas é natural", afirmou. Segundo o técnico, a estatal não está cobrando preços acima do mercado.

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