Petrobras: reajuste não pode seguir só cenário externo

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse hoje que a instabilidade no cenário mundial, sozinha, não fará a empresa reajustar os preços dos combustíveis no Brasil. Ele ponderou que existem outras variáveis a serem levadas em consideração para efetivar um aumento nos preços. Para Gabrielli, a recente disparada do preço do petróleo é reflexo da crise financeira nos Estados Unidos. Segundo ele, muitos investidores estão buscando no mercado de petróleo rentabilidades maiores que as oferecidas pelas taxas de juros americanas. "Quem está com liquidez busca outros lugares para aplicar e está apostando no mercado de petróleo", afirmou.Segundo Gabrielli, essa alta na cotação do barril no mercado internacional, que hoje está na casa de US$ 107, não tem correlação com o atual nível de oferta e demanda da commodity. Por conta da crise financeira, que tem impacto no mercado americano, principalmente sobre as ações do setor bancário, quem conseguiu retirar seus recursos está buscando outros mercados líquidos para investir. "É impossível prever para onde vai o preço do barril. A única coisa que dá para prever é que vai haver muita oscilação." Gabrielli participou hoje do 4º Fórum Ibef de Óleo e Gás, no Rio de Janeiro.

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