Petrobras realça proteção de rede interna de computador

Petrobras divulgou uma nota, na tarde desta segunda-feira, 9, comentando as denúncias de que a companhia fora alvo de espionagem pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA). O tom do comunicado foi de confiança no sistema de proteção de dados da estatal.

IRANY TEREZA, Agencia Estado

09 de setembro de 2013 | 18h29

"A Petrobras informa que dispõe de sistemas altamente qualificados e permanentemente atualizados para a proteção de sua Rede Interna de Computadores (RIC)", disse a nota. A companhia declarou que investe fortemente em proteção tecnológica e ressaltou que executa todos os procedimentos reconhecidos como "melhores práticas de mercado na proteção de sua rede interna e de seus dados e informações".

"O tráfego na RIC e o fluxo de dados entre a RIC e o ambiente externo (rede mundial de computadores) são monitorados permanentemente", frisou a Petrobras.

A companhia citou que descarta 90% das mensagens externas de correio eletrônico por apresentarem características potencialmente danosas. "Tais características poderiam ter, eventualmente, possibilitado algum tipo de acesso a dados da Petrobras. Ressalta-se, no entanto, que os dados constantes dos arquivos da companhia são continuamente atualizados à medida que as centenas de projetos têm andamento."

A empresa destacou ainda que desenvolve programas internos para orientar seus funcionários sobre a importância da classificação correta das informações e de seu tratamento. "As informações internas são classificadas e tratadas com soluções tecnológicas, como criptografia, adequadas aos níveis de proteção associados ao risco de prejuízos para a Petrobras, em caso de eventual vazamento de informação."

Na nota, a Petrobras não admite diretamente a possibilidade de ter sido espionada, mas reconhece que "ataques concorrenciais e outros se tornam cada vez mais complexos, o que continuará a exigir da Petrobras investimentos permanentes e significativos em tecnologia de proteção a dados e informações".

Investimentos que, ressaltou, são compatíveis com os das demais empresas de mesmo porte no setor de petróleo mundial.

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