Fábio Motta/Estadão
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Petrobrás reconhece irregularidades em Benefício Farmácia

De acordo com a estatal, as investigações conduzidas pela comissão interna foram concluídas esta semana e foi constatado o envolvimento de 26 pessoas

Gabriela Mello e VINICIUS NEDER, O Estado de S.Paulo

06 Julho 2016 | 09h31

SÃO PAULO - A Petrobrás esclarece que constatou desvios de normas e procedimentos internos em contratos de fornecimento de mão-de-obra e prestação de serviços das empresas Hope Recursos Humanos e Personal Service Recursos Humanos, bem como no Benefício Farmácia, segundo documento enviado nesta quarta-feira, 6, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a estatal, as investigações conduzidas pela comissão interna foram concluídas esta semana e foi constatado o envolvimento de 26 pessoas, tendo sido recomendadas sanções a 20 delas. "A Petrobrás conduz, regularmente, apurações internas de denúncias, além de encaminhar os relatórios finais às autoridades competentes", disse a petroleira no documento. 

A Petrobrás investiga desde julho de 2015 as irregularidades envolvendo a prestação do Benefício Farmácia, plano de benefícios aos funcionários que era concedido a 300 mil pessoas.  No mês passado, o programa Fantástico, da TV Globo, revelou que o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga o esquema, que teria lesado a empresa em cerca de R$ 6 milhões por mês. O programa Benefício Farmácia tinha um custo mensal de R$ 20 milhões para a Petrobrás e estima-se que 30% dos valores tenham sido desviados. 

Segundo a estatal, o plano de benefícios foi estabelecido em 2006 e ampliado a partir do acordo coletivo de 2013. Na nota à imprensa, a Petrobrás confirmou que o TCU mandou suspender o Benefício Farmácia em setembro passado. 

Pelas regras do Benefício Farmácia, o funcionário só podia fazer as compras em farmácias credenciadas, pelo próprio beneficiário, mediante receita em seu nome e apresentação do cartão do plano de saúde da empresa, para então receber o reembolso por parte da Petrobrás. 

A apuração identificou fraudes como compra de remédio para próstata por mulheres, de estimulação à produção de leite materno por homens e até remédios para cachorros. Foram identificadas mais de 13 mil receitas irregulares em apenas seis meses. Entre elas, receitas sem o nome do médico e com outras informações deixadas em branco.

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