Petrobrás recua na esteira do petróleo e limita alta da Bolsa

A Bovespa teve um pregão extremamente volátil, mais uma vez refém do impacto do petróleo sobre as ações da Petrobrás. A commodity trabalhou pressionada na maior parte do dia, em reação às tensões políticas na Líbia, mas refluiu no final com declarações da Arábia Saudita, da Casa Branca e da Agência Internacional de Energia (AIE) de que os estoques atuais são suficientes para cobrir qualquer eventual interrupção no fornecimento de óleo. Foi quando os investidores viram uma oportunidade para embolsar parte dos ganhos obtidos nos últimos dias com os papéis da petrolífera brasileira. Petrobrás ON caiu 1,82% e PN cedeu 1,18%. Mesmo assim, o Ibovespa fechou em alta de 0,06%, aos 66.948,99 pontos.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

Em Nova York, após ter cravado a máxima de US$ 103,41 o barril, o petróleo encerrou valendo US$ 97,28. Mas o preço elevado da commodity e o receio de que possa atrasar a recuperação da economia mantêm os investidores na defensiva. O Dow Jones recuou 0,31% e o S&P 500, 0,10%.

Nos juros, as taxas de curto prazo, que refletem as expectativas para a reunião do Copom da próxima semana, continuaram subindo à tarde, renovando máximas, expressando a guinada nas projeções para a taxa Selic. A maioria do mercado migrou de uma aposta de alta da Selic de 0,50 ponto para 0,75 ponto. A taxa para abril de 2011 subiu a 11,63%, de 11,57% no ajuste de quarta-feira, e para julho de 2011 avançou a 12,19%, ante 12,04% no dia anterior.

Após quatro pregões de alta, o dólar se dobrou à força do fluxo positivo e da queda da moeda no exterior, fechando a R$ 1,665 (-0,48%) no balcão.

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