Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Petrobras reduz preço do gás de cozinha em 5,6% nas refinarias

Custo do produto vai ser reduzido a partir deste sábado; queda ocorre depois de um mês após a Petrobras elevar o preço do GLP em 16%

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2022 | 15h45
Atualizado 08 de abril de 2022 | 18h35

RIO - Quase um mês depois de aumentar o gás de cozinha em 16%, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 8, que vai reduzir o preço do combustível em 5,6% a partir de amanhã nas suas refinarias. A queda ocorre dois dias depois que a estatal anunciou o substituto do atual presidente, general Joaquim Silva e Luna, criticado pelo presidente Jair Bolsonaro pelos aumentos dos combustíveis. Esta é a primeira queda do gás liquefeito de petróleo (GLP)utilizado no botijão de gásno ano e o segundo reajuste de 2022, seguindo a volatilidade do preço do petroleo no mercado internacional.

No dia 11 de março, a Petrobras elevou o GLP em 16%, com o agravamento da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, após 152 dias congelado. Nas refinarias da empresa, o gás de cozinha, ou botijão de 13 quilos, passa a custar em média R$ 54,94, ante o preço anterior de R$ 58,21. O preço do quilo do produto passa de R$ 4,48 para R$ 4,23 nas refinarias.

 


Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), incluindo impostos e serviços, o botijão de 13 quilos era vendido na semana de 27 de março a 2 de abril ao preço médio de R$ 113,63 no território nacional, com o preço mais alto atingindo R$ 160. Em um ano, o GLP subiu 38,47%.

"Acompanhando a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para o GLP, e coerente com a sua Política de Preços, a Petrobras reduzirá seus preços de venda às distribuidoras", disse a empresa.

A gasolina e o diesel permanecem com os preços inalterados. O preço do petróleo tem mostrado grande volatilidade por causa da continuidade do conflito no Leste europeu, mas tem cedido nos últimos dias no  mercado internacional com a liberação de reservas da Agência Internacional de Energia (AIE). Apesar disso, com a oferta ainda apertada em relação à demanda, tem se mantido em torno dos US$ 100 o barril do tipo Brent, patamar elevado se comparado há um ano, quando era comercializado perto dos US$ 60. 

"O mercado já esperava, pois o preço internacional experimentou quedas nas últimas semanas e ainda tivemos a valorização do real", avaliou o presidente do Sindicato dos Distribuidores de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello.

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