Fernando Frazão/Estadão
Fernando Frazão/Estadão

Petrobrás revitaliza sede no Rio com planos de integração ao circuito turístico

Estatal não informou o custo nem o tempo de duração da obra; projeto prevê espaço de coworking para startups e recuperação do jardim assinado por Burle Marx

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2021 | 16h18
Atualizado 20 de julho de 2021 | 10h47

RIO - A Petrobrás decidiu promover a primeira reforma completa de sua sede, no centro do Rio, considerado um ícone da arquitetura nacional e que virou símbolo da companhia. No pico das obras, cerca de 1.600 pessoas irão trabalhar na reforma no Edise, como é conhecido o edifício-sede da petroleira entre os funcionários.

A fase de desocupação do prédio foi concluída e a desmontagem dos ambientes internos foi iniciada esta semana. A reforma pretende transformar o local em um ambiente sustentável, com design inclusivo e smart office (escritórios inteligentes). 

Após o fim da reforma, previsto para o segundo semestre de 2023, o prédio será integrado ao circuito turístico e cultural da cidade, possibilitando, por exemplo, que os pedestres façam o trajeto do bondinho de Santa Teresa à Catedral Metropolitana, passando por dentro da área do edifício, onde haverá espaços de exposições e cafeteria. No passado, o local já contou com uma cafeteria da BR Distribuidora.

No térreo também serão montadas pequenas arenas que poderão ser utilizadas para atividades diversas pelos colaboradores. Além disso, planeja-se a criação de um espaço de coworking para receber startups. “A Petrobrás está investindo em projetos inovadores e em novas formas de trabalho para alavancar a colaboração e a experimentação de seu qualificado corpo técnico”, afirmou a empresa. 

Os jardins internos e externos, projetados pelo paisagista Burle Marx, serão revitalizados, mantendo sua configuração original, tombada pela prefeitura, assegurou a estatal. 

“A ideia é estreitar o relacionamento da Petrobrás com os cariocas e turistas que visitam a cidade e contribuir para a revitalização e modernização do Centro do Rio de Janeiro”, disse a companhia. 

A Prefeitura do Rio vem tentando revitalizar a região com o projeto Reviver Centro, que pretende transformar o bairro tradicionalmente comercial em residencial, depois que a pandemia reduziu o número de escritórios e restaurantes no bairro.

Para os empregados, o projeto inclui a implantação do modelo de smart office, no qual a ocupação e a gestão dos escritórios serão mais eficientes por meio de soluções tecnológicas como agendamento de salas de reunião e de estações de trabalho por aplicativo. A Petrobrás informou que nas salas de reunião serão instaladas paredes escrevíveis e outros recursos que facilitem a aplicação de metodologias ágeis de planejamento.

Antes da obra o prédio comportava 5.800 empregados, o que será elevado para 7 mil. Como a companhia anunciou que adotará um sistema híbrido de trabalho após a pandemia de covid-19, a expectativa é de que 11,5 mil pessoas possam ser lotadas na sede, conforme já havia informado em janeiro deste ano.

O edifício-sede da Petrobrás levou cinco anos para ser construído, entre 1969 e 1974. O projeto foi escolhido por meio de um concurso, em nível nacional, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, do qual participaram mais de 200 escritórios de construção civil. 

Capitaneado pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi, o projeto vencedor se mostrou arrojado e inovador: os espaços na fachada criam interação entre as áreas internas e externas, com proteção contra o sol e o calor.

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